“Quem Bolsonaro pensa que é para dizer que não adianta chorar?”, dispara Flávio Dino

“Ele que cumpra as responsabilidades dele, que não é ficar dando lição de moral para ninguém. Ele não tem autoridade e nem conhecimento para isso”, falou o governador do Maranhão em um forte desabafo na TV 247. Assista

Flávio Dino e Jair Bolsonaro
Flávio Dino e Jair Bolsonaro (Foto: GOVMA | Marcos Corrêa/PR)
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247 - Em debate na TV 247, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), fez um duro desabafo acerca da recente declaração de Jair Bolsonaro de que 'não adianta ficar em casa chorando' pelos mortos pela Covid-19.Dino, que perdeu o pai para a doença, afirmou que Bolsonaro não tem autoridade e nem conhecimento para dar “lição de moral”. “Cada vida humana é sagrada, e uma vez perdida, obviamente, ela não volta. Morrem mil, 1.200, 1.300, 1.400 pessoas por dia e o presidente da República acha razoável dizer que chorar não resolve. Quem esse senhor pensa que é para dizer que as famílias que têm entes queridos, familiares que perdem a vida não vão chorar? E eu falo isso com autoridade, infelizmente, porque sinto a morte do meu pai, por exemplo. E agora esse senhor vem dizer que chorar não resolve? Quem ele pensa que é? Ele que cumpra as responsabilidades dele, que não é ficar dando lição de moral para ninguém. Ele não tem autoridade e nem conhecimento para isso. E cuide da parte dele! Ele fica o tempo todo acusando os outros dos seus problemas”.

Respondendo à provocação de Bolsonaro para que os estados assumam pagar o auxílio emergencial, o governador afirmou aceitar a proposta, desde que os aparelhos financeiros federais sejam também transferidos aos estados. Para Dino, enquanto tais instrumentos pertencerem à União, é de Bolsonaro a responsabilidade de prover o benefício. “Ele quer agora que os governadores assumam o auxílio emergencial. Muito bem. Eu aceito. Agora, ele que entregue aos estados o Tesouro Nacional, o Banco Central, o BNDES, o FGTS, o Banco do Nordeste, o Fundo Constitucional do Nordeste, o Fundo Constitucional do Norte e do Centro-Oeste. Ele entrega isso para os estados e a gente toca o governo no lugar dele. Enquanto os instrumentos de política econômica estiverem no governo federal, a responsabilidade é dele. Enquanto a Anvisa for federal, a responsabilidade é dele. Não adianta ficar querendo transferir nem para os governadores e nem para as famílias brasileiras”.

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