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Valdemar diz que Nordeste é "desastre eleitoral" para o PL e busca aliança com Ciro Gomes

Presidente do PL aposta no ex-governador do Ceará para enfrentar o PT e ampliar votos no Nordeste

Valdemar Costa Neto (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

247 - O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, classificou o desempenho eleitoral do partido no Nordeste como um “desastre” e afirmou que a sigla pretende buscar alianças estratégicas na região, incluindo um possível acordo com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) no Ceará para enfrentar o PT. A declaração, segundo o jornal O Estado de São Paulo, foi feita durante o  12° Annual Brazil Investment Forum, realizado em Brasília, no qual o dirigente também abordou temas como economia, educação e estratégias eleitorais.

Desempenho no NE e articulações políticas

Ao comentar o cenário eleitoral, o dirigente partidário destacou a dificuldade do PL em estados nordestinos. “Nordeste é nosso desastre. Só na Bahia, perdemos a eleição por 2 milhões de votos, só na Bahia foram 6 milhões de diferença. Devemos caminhar para isso, uma aliança com o Ciro Gomes no Ceará, porque é o único que tem condições de bater o PT lá”, afirmou.

Costa Neto também mencionou o histórico de conflitos envolvendo Ciro Gomes, mas ressaltou sua competitividade eleitoral. “O grande problema do Ciro é que ele briga com a mãe, briga com a irmã, imagina o que ele já brigou com a gente. Eu tinha três processos contra ele. Já tirei os três, tirei agora, esses dias. Ele falou mal do [Jair] Bolsonaro, falou mal da Michelle [Bolsonaro], ele fala mal do irmão. Agora, ele é o único candidato que pode vencer o PT”, declarou.

Críticas à educação e à economia

Durante o evento, o presidente do PL criticou a atual estrutura do ensino básico no Brasil e defendeu mudanças. “O grande problema do País é que o ensino básico é feito pela prefeitura. 99% das prefeituras do Brasil não têm arrecadação, porque só têm pobre, vai pagar imposto como? Temos que tirar o ensino básico da prefeitura”, disse.

Na área econômica, ele afirmou que o tema será central nas eleições. “Temos que prestigiar os empresários, que criar emprego no Brasil, que acertar a vida com Estados Unidos, com a China, seja com quem for, para criar emprego no Brasil. Nosso problema hoje é o Bolsa Família, que eles dão para gente que não precisa, e tem gente que não quer trabalhar”, afirmou.

Redução de ministérios e cenário político

Costa Neto também defendeu a diminuição da estrutura do governo federal. “Para a gente tocar o País para frente, não podemos ter 40 ministérios, hoje tem 39. Cada ministério é uma estrutura que você não imagina, é um gasto de dinheiro monstruoso. Dá para você ter, como o Bolsonaro tinha, 18 ministérios, 17 ministérios”, declarou.

O dirigente afirmou ainda que o partido busca fortalecer sua presença digital, com atuação dos deputados Nikolas Ferreira e Gustavo Gayer. Segundo ele, haverá dificuldades para enfrentar o PT nesse ambiente, especialmente com o avanço da inteligência artificial.

Por fim, Costa Neto avaliou o cenário político e criticou uma possível reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Se o Lula ganhar a eleição, vai acontecer o que aconteceu com a Dilma [ex-presidente Dilma Rousseff], o que ela fez pra ganhar a eleição do Aécio [Neves], ganhou a eleição e quebrou o País e, depois, acabou como acabou, cassada”, disse.

O presidente do PL também projetou metas para o Congresso, afirmando que o partido pretende eleger 25 senadores e que forças de direita podem alcançar até 45 cadeiras no Senado.

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