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Bacellar fecha acordo com a PF e mira deputados na Alerj

Ex-presidente da Assembleia do Rio pode detalhar um suposto esquema de mesadas e pode devolver até R$ 300 milhões aos cofres públicos

Rodrigo Bacellar (Foto: Alerj/Divulgação)
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247 - Preso há dois meses, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar fechou acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal (PF) e relatou um suposto esquema de mesadas para deputados ligados à chamada "Tropa do Bacellar" na Alerj. A delação pode atingir diversos agentes públicos e prevê estimativa de devolução de até R$ 300 milhões aos cofres públicos. A informação foi divulgada pelo Agenda do Poder.

Bacellar estruturou a colaboração com detalhes sobre sua relação com o ex-secretário André Moura e possíveis irregularidades em áreas do governo Cláudio Castro, especialmente nas secretarias de Educação e Fazenda. O conteúdo do acordo ainda pode ampliar o alcance das investigações no Rio de Janeiro.

A colaboração premiada coloca sob análise a atuação política de Bacellar durante o período em que comandou a Assembleia Legislativa fluminense. O ex-presidente da Alerj teria descrito à PF um funcionamento interno baseado em pagamentos periódicos a parlamentares aliados.

O suposto esquema envolveria deputados associados ao grupo conhecido como "Tropa do Bacellar". A investigação busca esclarecer se essas mesadas serviam para sustentar apoio político dentro da Assembleia e garantir influência sobre decisões legislativas.

O acordo também pode abrir uma nova frente sobre a relação de Bacellar com André Moura. As informações entregues à PF incluem elementos sobre a proximidade entre os dois e possíveis conexões com estruturas administrativas do governo estadual.

As secretarias de Educação e Fazenda aparecem entre os pontos centrais citados na colaboração. A investigação deverá apurar se houve irregularidades nessas pastas e se agentes públicos participaram de práticas que causaram prejuízo aos cofres do Rio de Janeiro.

A estimativa de devolução de até R$ 300 milhões indica a dimensão financeira do caso. Esse valor poderá entrar nas tratativas de reparação ao erário, caso as autoridades confirmem os elementos apresentados na colaboração.

A delação de Bacellar ocorre em um momento de forte pressão sobre estruturas políticas do Rio. Ao relatar o suposto pagamento de mesadas e apontar nomes ligados à administração estadual, o ex-presidente da Alerj pode alterar o curso das apurações e ampliar o alcance da PF sobre agentes públicos.

As próximas etapas dependerão da análise das informações entregues, da validação dos elementos apresentados e da eventual abertura de novas frentes de investigação. O caso envolve a Assembleia Legislativa do Rio, integrantes da base política de Bacellar e áreas estratégicas do governo Cláudio Castro.

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