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Alerj define regras para eleição de presidente da Casa Legislativa marcada para acontecer na próxima sexta-feira

Votação híbrida ocorrerá às 11h e exige maioria para escolha do novo comando da Assembleia em meio à crise política no Rio

Alerj (Foto: Octacilio Barbosa/Alerj)

247 - A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) estabeleceu as regras para a escolha de seu novo presidente, com eleição marcada para a próxima sexta-feira, às 11h, em formato híbrido. Deputados poderão participar presencialmente ou de forma remota no processo que vai definir o comando da Casa. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (15) e, segundo o Portal Uol, ocorre em um cenário de instabilidade política no estado, que enfrenta mudanças recentes no comando do Executivo e da própria Assembleia.

O regimento interno da Alerj determina que a votação será aberta. Para garantir vitória no primeiro turno, o candidato precisa obter ao menos 36 votos. Caso a disputa avance, o segundo turno exige maioria simples entre os parlamentares presentes.

A eleição acontece após uma série de eventos que alteraram a estrutura de poder no Rio de Janeiro. Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do estado, Ricardo Coutinho, exerce o comando do governo de forma interina. A situação surgiu após a renúncia do governador Cláudio Castro (PL), no mês passado, diante de acusações relacionadas à campanha eleitoral de 2022.

Ministros do Supremo Tribunal Federal estão decidindo se a eleição para o governo do Rio será direta, com participação da população, ou indireta, feita pelos votos dos deputados estaduais na Alerj.

O estado também enfrenta um vácuo na vice-governadoria desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir uma vaga como conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE). A linha sucessória levou o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), a ocupar posição central na hierarquia política.

Esse cenário sofreu nova mudança após a prisão de Bacellar em 3 de dezembro de 2025, durante a Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apurou vínculos entre agentes públicos e o Comando Vermelho, organização criminosa com atuação no estado. Mesmo após ser solto, o Supremo Tribunal Federal determinou seu afastamento da presidência da Assembleia.

A crise se aprofundou com uma nova prisão de Bacellar na última sexta-feira (27), também no âmbito da mesma operação. Nesse contexto, a eleição marcada pela Alerj busca reorganizar a liderança do Legislativo fluminense em meio a um período de forte turbulência institucional.

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