Defesa de Jairinho abandona júri do caso Henry Borel no Rio
Advogados deixam plenário após negativa de adiamento e acusação vê tentativa de atrasar julgamento
247 - O julgamento do caso envolvendo a morte do menino Henry Borel teve um novo desdobramento nesta segunda-feira (23), após a defesa de Jairo Souza Santos Júnior abandonar o plenário do II Tribunal do Júri, no Rio de Janeiro. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.
A saída dos advogados ocorreu logo após a magistrada responsável pelo caso negar o pedido de adiamento da sessão. A defesa alegava cerceamento de atuação e afirmava não ter tido acesso completo a provas digitais consideradas relevantes para o julgamento.
Entre os argumentos apresentados, os advogados sustentaram que não tiveram acesso à íntegra do material extraído de um notebook pertencente a Leniel Borel, mencionando uma suposta "seleção prévia" do conteúdo disponibilizado no processo.
A juíza, no entanto, rejeitou a alegação, afirmando que as conversas citadas pela defesa já constavam nos autos por meio de outro dispositivo analisado anteriormente. Com isso, decidiu pela continuidade do julgamento.
Diante da retirada da equipe de defesa, a assistência de acusação informou que deve solicitar a nomeação da Defensoria Pública para assumir o caso, com o objetivo de evitar a paralisação do júri e garantir o prosseguimento da sessão.
O episódio foi interpretado pela acusação como uma tentativa de postergar o andamento do processo, enquanto a defesa sustenta que a medida foi necessária diante das supostas limitações de acesso às provas.
O caso remonta à morte de Henry Borel, ocorrida em 8 de março de 2021, na Barra da Tijuca. À época, a criança, de 4 anos, foi levada ao hospital já sem vida, e inicialmente a versão apresentada indicava um acidente doméstico.
Investigações posteriores, no entanto, apontaram múltiplas lesões incompatíveis com queda, levando à denúncia de homicídio qualificado, além de outros crimes. O julgamento segue em meio a forte comoção pública e atenção nacional.


