"Deixou Minas Gerais falida", afirma Correia após aprovação de Zema cair dez pontos percentuais
Segundo o parlamentar, o presidenciável e ex-governador tenta 'arrumar briga com o STF para pegar a carniça deixada por Jair Bolsonaro'
247 - O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) criticou duramente o presidenciável Romeu Zema (Novo) após o levantamento da Genial/Quaest, divulgado nesta terça-feira (28), apontar uma queda significativa na aprovação do ex-governador de Minas Gerais.
"Descendo ladeira abaixo… O mineiro NÃO é bobo! Todo mundo vendo essa correria do Zema em arrumar briga com o STF para pegar a carniça bolsonarista deixada pelo líder preso. Faz isso tendo deixado Minas Gerais falida, não ter pago a dívida e ainda destruído o estado. Faça-me o favor, Zema!", escreveu o parlamentar, evidenciando a insatisfação com a gestão de Zema em Minas Gerais.
Conforme a pesquisa, que ouviu 1.482 eleitores entre os dias 22 e 26 de abril, a aprovação de Zema despencou 10 pontos percentuais, ao passar de 62% no início de 2025 para 52% em abril de 2026. A desaprovação do ex-governador cresceu de 30% para 41% no mesmo período.
Ao citar 'líder preso', Correia fez referência a Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos de prisão no inquérito da trama golpista. A Corte condenou 29 pessoas na investigação. O ex-mandatário recebeu a pena mais alta.
Sai faísca na relação entre Zema e o STF
A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu arquivar o pedido de investigação contra o ministro do STF, Gilmar Mendes, que havia sido acusado de cometer crime de homofobia em suas declarações sobre Romeu Zema.
O ex-governador utilizou um vídeo gerado por inteligência artificial (IA) para atacar seus adversários políticos. No material divulgado no domingo (26/4), um boneco virtual, criado para representar a posição do Partido Novo, afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), “já sabe muito bem que sua situação está perdida”.
O ministro Alexandre de Moraes comentou nesta terça (28) sobre as declarações de Zema. “Políticos que não têm votos necessários para atingir as candidaturas acabam querendo ofender o Poder Judiciário, ofender a honra, a dignidade dos membros do Judiciário, utilizando-nos como escada eleitoral”, afirmou em sessão da Primeira Turma.
Corrida presidencial
Em um possível segundo turno das eleições presidenciais, o cenário se mostra equilibrado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), com uma leve vantagem numérica para o parlamentar, mas dentro da margem de erro.
De acordo com a pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta terça-feira (28), Flávio Bolsonaro lidera com 47,8% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 47,5%, configurando um empate técnico. A diferença de 0,3 ponto percentual está dentro da margem de erro de 1 ponto percentual, impossibilitando a definição de um favorito.
Em outros cenários testados com Lula como candidato, o presidente aparece numericamente à frente de todos os possíveis adversários. Contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que se encontra inelegível e em prisão domiciliar, Lula tem 48%, enquanto Bolsonaro soma 46,8%.
No confronto com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula marca 47,4%, enquanto Zema alcança 46,5%, também dentro da margem de erro. Já em disputa com Ronaldo Caiado (PSD), Lula apresenta uma vantagem mais expressiva: 46,8% contra 42,2%. Finalmente, em um possível duelo com Renan Santos (Missão), Lula teria 47,1% contra 29,5%.
A pesquisa AtlasIntel foi conduzida entre os dias 22 e 27 de abril de 2026, com 5.008 entrevistados em todo o território nacional. A coleta de dados foi realizada por meio do método de recrutamento digital aleatório, conhecido como Atlas RDR, com uma margem de erro de 1 ponto percentual e um nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07992/2026.



