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Esquerda mineira pede arbitragem de Lula para definir candidato ao governo

PT mineiro defende candidatura própria, enquanto aliados articulam alternativas e aguardam posição de Lula para a disputa estadual

Marília Campos e Lula (Foto: RICARDO STUCKERT/PR)
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247 - A definição sobre quem representará o campo progressista na disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026 tem intensificado as articulações políticas no estado. Lideranças da esquerda mineira defendem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assuma um papel decisivo na mediação das negociações entre os partidos aliados e o PT, diante das divergências sobre a estratégia eleitoral. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.

O tema dominou reuniões e conversas realizadas ao longo do fim de semana em Minas Gerais, que contaram com a participação do presidente nacional do PT, Edinho Silva. O dirigente se reuniu com lideranças petistas e também com possíveis nomes que poderiam integrar o palanque de Lula no estado.

Entre os encontros mais relevantes esteve a conversa com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). Segundo aliados do pedetista, o diálogo foi positivo e representou uma mudança de postura do ex-prefeito, que teria demonstrado maior disposição para discutir uma construção política conjunta.

De acordo com interlocutores, Edinho Silva afirmou ter participado da reunião a pedido do presidente Lula. O encontro terminou sem definições concretas, mas com a possibilidade de novas conversas nos próximos meses.

Até recentemente, Kalil vinha sinalizando resistência à formação de uma aliança com o PT já no primeiro turno das eleições estaduais. Segundo pessoas próximas ao ex-prefeito, qualquer entendimento dependeria de um gesto direto do presidente da República.

Enquanto isso, dentro do PT mineiro cresce a pressão pela construção de uma candidatura própria ao Palácio Tiradentes. Dirigentes estaduais trabalham para garantir que as decisões locais sejam consideradas nas discussões nacionais do partido.

Presidente do PT em Minas Gerais, a deputada estadual Leninha destacou a busca por uma solução construída coletivamente. Em declaração à CNN Brasil, ela afirmou: "Nós vamos construir em conjunto com a federação uma candidatura para o governo de Minas, mas ainda não fechamos nenhum nome."

A sigla tem realizado pesquisas internas para avaliar possíveis candidatos. Entre os nomes analisados estão a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, e os deputados federais Reginaldo Lopes e Rogério Correia.

Apesar de figurar nas sondagens, Marília Campos é apontada nos bastidores como provável candidata ao Senado. No fim de semana, ela reforçou essa perspectiva ao comentar uma reunião com Edinho Silva.

"Conversei com Edinho Silva, presidente nacional do PT, sobre o cenário político de Minas Gerais e o andamento da nossa pré-campanha ao Senado", escreveu a ex-prefeita.

Já o deputado federal Reginaldo Lopes afirmou à CNN Brasil que pretende discutir seu futuro político após a tramitação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. Lopes foi um dos autores da medida na Câmara dos Deputados, que ainda depende de apreciação pelo Senado.

Por sua vez, Rogério Correia avaliou que as conversas mais recentes ainda não produziram uma definição, mas afirmou enxergar um ambiente favorável para que o PT lance um nome próprio na disputa estadual.

Além das alternativas petistas, o comando nacional da legenda também avalia possíveis composições com nomes ligados ao PSB. Entre eles estão o empresário Josué Gomes e Jarbas Soares.

Filho do ex-vice-presidente José Alencar, que integrou os dois primeiros governos Lula, Josué Gomes volta a ser citado como potencial candidato. Segundo lideranças envolvidas nas negociações, diferentemente de momentos anteriores, desta vez há sinais mais positivos sobre uma eventual entrada do empresário na disputa eleitoral.

Jarbas Soares também aparece entre as possibilidades analisadas. Ele é considerado próximo do senador Rodrigo Pacheco (PSD), que chegou a ser visto pelo presidente Lula como o principal nome para representar o campo governista na corrida pelo governo mineiro. Nos últimos dias, porém, Pacheco comunicou de forma definitiva que não pretende disputar o cargo.

Com diferentes correntes defendendo caminhos distintos, a expectativa entre lideranças da esquerda mineira é que Lula exerça um papel central na construção de um consenso para a eleição de 2026, evitando divisões que possam enfraquecer o campo aliado no estado.

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