Pacheco confirma que não será candidato ao governo de MG e diz que vai encerrar carreira política
Senador afirma que encerrará a trajetória política ao fim do mandato, em 2027, e também rejeita qualquer perspectiva de ingressar no STF
247 - O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) anunciou nesta sexta-feira (29) que não disputará o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026 e que encerrará sua carreira política ao término do atual mandato no Senado, em 2027. A declaração foi feita durante evento do Lide, em São Paulo, onde o parlamentar também descartou uma eventual indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF).
"Tenho uma vida plenamente realizada e é sempre o momento de a gente avaliar ciclos. Há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer com o sentimento de dever cumprido", afirmou o senador. O anúncio ocorre dez dias após o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, declarar que Pacheco não seria candidato ao governo mineiro.
A manifestação foi interpretada como um reconhecimento de que não houve viabilidade para a construção de uma aliança em torno do nome do parlamentar para a disputa estadual.
Nome de Lula para Minas
Ao longo das articulações para as eleições de 2026, Pacheco era apontado por integrantes do governo federal e do PT como o principal nome defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para concorrer ao governo de Minas Gerais.
Embora nunca tenha assumido oficialmente uma pré-candidatura, o senador reconheceu, em diferentes momentos, que mantinha conversas com dirigentes petistas sobre o tema. Em abril, ele deixou o PSD e ingressou no PSB, legenda do vice-presidente Geraldo Alckmin, movimento que ampliou as especulações sobre uma possível candidatura ao Executivo estadual.
Ao comentar sua decisão, Pacheco afirmou estar satisfeito com a trajetória construída nos últimos 12 anos. "Fui deputado federal e senador, presidente do Senado e do Congresso Nacional por quatro anos. Tenho uma vida plenamente realizada", declarou.
Sem planos para o STF
Questionado sobre uma eventual mudança de posição no futuro, o senador afirmou que a decisão é definitiva. Ele também afastou a possibilidade de ocupar uma cadeira em tribunais superiores.
"Não tenho nenhuma expectativa ou perspectiva de ingresso em tribunal superior, inclusive no Supremo Tribunal Federal", disse.



