PT busca nome para disputar o governo de Minas
“Estamos atrás”, confirmou o presidente do Partido dos Trabalhadores
247 - O Partido dos Trabalhadores busca definir um candidato para o governo de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, após não concretizar a aliança em torno do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG). A informação foi publicada nesta quarta-feira (20) pelo Portal G1.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta quarta-feira (20) que o partido procura um novo nome para a disputa mineira. A declaração veio um dia depois de Edinho dizer que Pacheco optou por não concorrer ao governo de Minas Gerais.
Ao chegar à posse do ex-deputado federal Odair Cunha como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Edinho respondeu a jornalistas sobre a busca por um substituto para Pacheco. Questionado se o PT já havia escolhido outro nome, o dirigente disse: “Estamos atrás”.
A fala confirmou a necessidade de reorganização da estratégia petista em Minas. O partido trabalhava com a possibilidade de apoiar Rodrigo Pacheco como candidato ligado ao projeto de Lula no estado, mas a articulação não avançou.
Minas tem peso estratégico na eleição presidencial
Minas Gerais ocupa posição central nos cálculos eleitorais do PT por reunir o segundo maior colégio eleitoral do país. A disputa pelo governo estadual também tem impacto direto na construção do palanque presidencial, já que o estado costuma assumir papel decisivo nas eleições nacionais.
Uma das lideranças petistas em Minas, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) defendeu que o partido escolha um nome da própria sigla para disputar o governo estadual. A avaliação ocorre em meio ao esforço para preservar uma candidatura alinhada ao presidente Lula e capaz de organizar a base governista no estado.
Pacheco sinaliza outros planos
O senador Rodrigo Pacheco indicou, em reunião com Edinho Silva, que avalia outros caminhos políticos. A possibilidade de uma indicação do senador para uma vaga no Tribunal de Contas da União ganhou força nos bastidores.
Pacheco ainda não se pronunciou publicamente sobre a decisão de não concorrer ao governo de Minas. Até o momento, a ausência de manifestação direta mantém a movimentação política no campo das articulações conduzidas por dirigentes partidários e aliados.
Josué Alencar aparece entre alternativas
Outro nome que o PT avalia é o do empresário Josué Alencar. Filho de José Alencar, vice-presidente de Lula nos dois primeiros mandatos, ele se filiou ao PSB de Minas Gerais, mesmo partido de Rodrigo Pacheco.
A cúpula do partido já discute a possibilidade de lançar Josué Alencar e também conversou com Lula sobre o cenário. A entrada do empresário no debate amplia o leque de alternativas após o recuo de Pacheco.
Com Alexandre Kalil à frente nas pesquisas de intenção de voto e sem uma definição sobre o nome apoiado por Lula, o PT tenta recompor sua estratégia em Minas Gerais. A escolha do candidato deve orientar a formação de alianças no estado e a organização da campanha governista em um dos territórios mais relevantes da disputa nacional.
Intenções de voto
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece na frente na corrida pelo governo de Minas em levantamento Genial/Quaest que ouviu 1.482 eleitores entre 22 e 26 de abril, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. No cenário estimulado mais amplo, com dez nomes, Cleitinho marca 30%, seguido por Alexandre Kalil (PDT), com 14%, e Rodrigo Pacheco (PSB), com 8%.
O levantamento foi registrado sob o número MG-08646/2026 e avaliou composições diferentes para primeiro e segundo turno em Minas Gerais. A Quaest informa que Cleitinho oscila entre 30% e 37% nos cenários testados, enquanto Kalil aparece entre 14% e 18% e Pacheco registra de 8% a 12%.
No quadro com mais opções apresentadas aos entrevistados, Cleitinho abre 16 pontos de vantagem sobre Kalil. Rodrigo Pacheco vem em seguida, com 8%. Mateus Simões (PSD), atual governador, aparece com 4%, mesmo índice de Ben Mendes (Missão). Gabriel Azevedo (MDB), Maria da Consolação (PSOL) e outros nomes também entraram nas simulações, com percentuais menores.
A pesquisa registra ainda 20% de votos brancos, nulos ou de eleitores que dizem não votar em nenhum dos nomes. Outros 13% não souberam responder ou se declararam indecisos no cenário principal.
Cenários mantêm vantagem do senador
A vantagem de Cleitinho se repete quando a Quaest altera a lista de possíveis candidatos. Em uma simulação sem Alexandre Kalil e Flávio Roscoe (PL), o senador chega a 35%, enquanto Rodrigo Pacheco soma 11%.
Em outro quadro, sem Pacheco, Cleitinho alcança 37%. Kalil aparece na sequência, com 16%. Quando a pesquisa retira o nome do senador do Republicanos da disputa, Kalil assume a dianteira com 18%, seguido por Pacheco, com 12%.
A Quaest também mediu o voto espontâneo. Nesse modelo, quando os entrevistadores não mostram uma lista de candidatos, Cleitinho aparece com 7%, Pacheco marca 3%, Mateus Simões tem 2%, e 86% dos eleitores se declaram indecisos.
Segundo turno mostra vantagem de Cleitinho
A Genial/Quaest também simulou confrontos diretos. Contra Alexandre Kalil, Cleitinho registra 48%, ante 26% do ex-prefeito de Belo Horizonte. Em uma disputa com Rodrigo Pacheco, o senador do Republicanos aparece com 43%, diante de 23% do presidente do Senado.
O levantamento mostra Cleitinho com 46% contra 13% de Mateus Simões. Em outro cenário, o senador alcança 45% contra 13% de Flávio Roscoe. A CNN Brasil também registrou que o parlamentar lidera os cenários de primeiro e segundo turno testados pela pesquisa.
Nos cenários sem Cleitinho, Pacheco supera Simões por 30% a 17%. Em outra simulação, Mateus Simões aparece à frente de Kalil por 28% a 18%.



