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Idosa perde 17 familiares após tragédia das chuvas em Juiz de Fora: "a cabeça fica triste, mas eu preciso ser forte"

Maria Aparecida relatou que três familiares já tiveram as mortes confirmadas, enquanto outros 14 continuam soterrados

"Eles estão encontrando muita dificuldade para localizar os corpos porque a terra está muito molhada e com muito barro. Está difícil encontrá-los", afirmou Maria Aparecida (Foto: Reprodução- TV Integração)

247 - A tragédia provocada pelas fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, deixou histórias marcadas por perdas irreparáveis. Entre elas está a da aposentada Maria Aparecida Batista, que tem 17 parentes entre mortos e desaparecidos após os deslizamentos registrados no município. O caso foi divulgado em reportagem do g1.

Em entrevista concedida durante velórios e sepultamentos das vítimas, Maria Aparecida relatou que três familiares já tiveram as mortes confirmadas, enquanto outros 14 continuam soterrados sob os escombros deixados pela chuva. Parte da família vivia nos bairros JK e Parque Jardim Burnier, áreas que figuram entre as mais devastadas pelo temporal.

"Perdi 17 pessoas da minha família. Duas já foram enterradas, uma será enterrada agora, e ainda temos 14 soterradas", disse.

O volume intenso de chuva registrado entre a noite de segunda-feira (23) e a madrugada de terça-feira (24) provocou deslizamentos, alagamentos e destruição em diferentes regiões da cidade. O desastre deixou dezenas de mortos em Juiz de Fora e municípios vizinhos, além de milhares de moradores desalojados e desabrigados.

Segundo Maria Aparecida, a dimensão da tragédia surpreendeu até moradores acostumados ao período chuvoso. Ela afirmou nunca ter presenciado um cenário semelhante e destacou as dificuldades enfrentadas pelas equipes de resgate que atuam nas áreas atingidas.

"Eles estão encontrando muita dificuldade para localizar os corpos porque a terra está muito molhada e com muito barro. Está difícil encontrá-los", afirmou.

Equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e voluntários seguem mobilizados nas buscas por desaparecidos. A instabilidade do solo, causada pela saturação da terra, torna o trabalho mais lento e perigoso, exigindo operações cautelosas para evitar novos deslizamentos.

Mesmo em meio ao luto coletivo, Maria Aparecida afirma tentar manter a força emocional para apoiar os familiares sobreviventes, muitos deles em estado de choque após perderem casas e parentes.

"A cabeça fica triste, mas eu preciso ser forte para dar apoio à minha família. Uma parente minha chegou a desmaiar. Precisamos nos manter firmes. Só Deus dá força para resistir a tudo isso", completou.

A tragédia em Juiz de Fora é considerada uma das mais graves já registradas na história recente da cidade, evidenciando o impacto extremo das chuvas intensas sobre áreas urbanas vulneráveis. Enquanto as buscas continuam, famílias aguardam respostas e enfrentam o difícil processo de reconstrução após dias marcados por perdas humanas, destruição e comoção social.

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