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Jovem preso por estupro coletivo em Copacabana é investigado por caso semelhante

Novas investigações ligam réus de estupro coletivo em Copacabana a crimes semelhantes em 2023 e 2025

Ao se entregar na 12ª DP (Copacabana), na última quarta-feira (4), Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, investigado por participação no estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, entrou na delegacia vestindo uma camisa com a frase em inglês “regret nothing” (Foto: Reprodução)
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247 - A Polícia Civil do Rio de Janeiro está expandindo o cerco contra os envolvidos no estupro coletivo de uma estudante menor de idade, ocorrido em Copacabana em janeiro de 2026. Em reportagem publicada originalmente pelo portal g1, as autoridades revelaram que os suspeitos são agora alvo de novos inquéritos e indiciamentos por crimes de teor idêntico cometidos nos anos de 2023 e 2025, evidenciando o que a investigação aponta como um padrão de comportamento criminoso em festas e residências da zona sul da capital fluminense.

Um dos focos da nova apuração é Vitor Hugo de Oliveira Simonin, filho do ex-subsecretário José Carlos Costa Simonin. Ele se entregou à polícia usando uma camiseta com a estampa "Regret Nothing" (Não se arrependa de nada, em inglês), frase associada à "machosfera" — uma rede de comunidades digitais que propaga discursos misóginos e de dominação masculina. Vitor Hugo é investigado por um abuso ocorrido em outubro de 2025, durante uma festa no bairro do Humaitá. Sobre esse caso, o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), explicou o contexto levantado pela polícia:

“Essa festa foi no Humaitá. Havia o segundo andar lá no local e ele teria levado essa vítima até o segundo andar e lá teria praticado crime”.

Enquanto Vitor Hugo optou pelo direito de permanecer em silêncio, a jovem que o acusa já prestou depoimento formal. Paralelamente, a polícia concluiu nesta semana o inquérito de outro caso grave, datado de 22 de agosto de 2023, que resultou no indiciamento de dois adolescentes e um adulto que também são réus pelo episódio de Copacabana. O crime de 2023 ocorreu na Rua São Clemente, em Botafogo, na residência de Mattheus Veríssimo Zoel Martins, que na época tinha 17 anos e hoje cumpre prisão preventiva pelo crime de 2026.

De acordo com o relato da mãe da vítima daquele ano, sua filha, então com 14 anos, foi atraída para o local por um menor sob o pretexto de um encontro privado. No quarto, ela foi coagida a permitir a entrada de Mattheus e de Gabriel Oliveira Palmieri, conhecido como De Paris. A jovem foi submetida a uma hora e meia de violência sexual e agressões físicas, incluindo socos e tapas, além de ter o abuso filmado para posterior constrangimento. Detalhando a similaridade entre as ocorrências, o delegado Ângelo Lages destacou a forma de atuação do grupo:

“Entendemos que a dinâmica é muito semelhante ao fato ocorrido este ano em Copacabana, quando o mesmo adolescente foi o responsável por atrair a vítima, e o relato da adolescente é muito consistente”.

“Ficou claro para a gente que era uma emboscada planejada. Esse adolescente era popular e se valia dessa condição para atrair as vítimas.”

“Temos vídeo das lesões, feito na época, e mensagens de telefone posteriores ao caso, que corroboram os fatos. Como Mattheus e o outro menor estão envolvidos em um crime semelhante recente, pedimos a busca e apreensão.”

O Ministério Público deu parecer favorável ao pedido de busca e apreensão dos jovens que eram menores em 2023, e o caso segue na Vara da Infância e da Juventude. Pelo fato de a legislação prever que maiores de até 21 anos possam cumprir medidas socioeducativas por atos infracionais passados, Mattheus e o outro jovem responderão por fato análogo a estupro coletivo qualificado. Em relação a Gabriel, atualmente com 24 anos, ele foi indiciado pelo crime, mas responderá em liberdade sob medidas cautelares devido à falta de contemporaneidade do mandado de prisão. Ele nega as acusações, embora confirme a proximidade com os demais envolvidos.

A resolução deste inquérito trouxe alívio emocional para a família da vítima de 2023, cuja denúncia havia sido motivada justamente pela repercussão do caso de Copacabana no início deste ano. Demonstrando superação e gratidão pelo empenho dos investigadores, a mãe da menor desabafou sobre o desfecho do caso:

“Contrariando a minha descrença, a Polícia Civil não descansou. Isso é um acalanto para o nosso sofrimento. Minha filha foi grande e corajosa. Eu fico em paz, porque eu, sozinha, infelizmente só pude sofrer e rezar”.

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