Letalidade policial dispara 133% e violência territorial avança no Rio
De acordo com o levantamento do Instituto Fogo Cruzado, ao menos 231 pessoas morreram em 31 operações policiais realizadas em 2025 no Grande Rio
247 - O número de mortes decorrentes de ações policiais na Região Metropolitana do Rio de Janeiro registrou um aumento de 133% entre 2024 e 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (26). As informações constam em relatório do Instituto Fogo Cruzado, organização que monitora a violência armada no estado.
De acordo com o levantamento do Instituto Fogo Cruzado, ao menos 231 pessoas morreram em 31 operações policiais realizadas em 2025 no Grande Rio. No ano anterior, haviam sido contabilizadas 99 mortes em 28 ações classificadas pela entidade como “chacinas policiais”, termo utilizado para episódios em que três ou mais civis são mortos em uma mesma intervenção policial.
O relatório aponta que o crescimento expressivo da letalidade foi impulsionado, sobretudo, pelos episódios registrados em outubro. Naquele mês, uma operação direcionada ao Comando Vermelho (CV) nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital fluminense, resultou em 122 mortes, concentrando mais da metade dos óbitos contabilizados ao longo do ano.
Além do avanço das mortes em operações policiais, 2025 também marcou um recorde no número de tiroteios associados a disputas territoriais entre facções criminosas e milícias na região metropolitana. Foram registrados 275 confrontos armados entre esses grupos, que deixaram 180 pessoas baleadas.
Segundo o Instituto Fogo Cruzado, trata-se do maior volume desde o início do monitoramento desse tipo de ocorrência, em 2017. O total representa ainda um crescimento de 26% em relação a 2024, quando 218 tiroteios motivados por disputas entre organizações criminosas foram registrados na mesma área.
Os dados reforçam o cenário de intensificação da violência armada na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, com impacto direto tanto nas operações policiais quanto nos conflitos entre grupos criminosos, conforme aponta o relatório da entidade.


