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Lula autoriza candidatura própria do PT em Minas Gerais

A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, é a mais cotada para ser candidata ao governo

Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o Partido dos Trabalhadores (PT) a lançar uma candidatura própria ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026, após a desistência do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB) de concorrer ao cargo. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo nesta quarta-feira (24).

A decisão foi tomada durante uma reunião realizada pela manhã entre Lula, integrantes do diretório estadual do PT em Minas Gerais e o presidente nacional da legenda, Edinho Silva. O encontro teve como objetivo avançar na definição do palanque petista no estado, considerado estratégico para o projeto eleitoral do partido.

Após a reunião, a presidente do PT de Minas Gerais, deputada estadual Leninha, afirmou que a legenda manterá a resolução já aprovada internamente de disputar o governo mineiro com candidatura própria.

“O entendimento construído coletivamente reafirma uma resolução decidida há um mês de que o Partido dos Trabalhadores vai apresentar uma candidatura própria em Minas Gerais. As definições sobre esse projeto serão construídas nos próximos dias, a partir do diálogo entre o partido e as forças políticas comprometidas com um projeto democrático e popular para o estado”, declarou Leninha em nota divulgada à imprensa.

Com o aval de Lula, o partido inicia agora uma etapa de negociações internas para definir quem será o candidato ou candidata ao Palácio Tiradentes. Entre os nomes mais cotados está o da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, que até então era apontada como pré-candidata ao Senado Federal.

Segundo interlocutores da ex-prefeita, há resistência à mudança de planos, uma vez que a disputa por uma vaga no Senado é considerada politicamente mais favorável. Ainda assim, Marília aparece como a principal opção dentro do PT por ter obtido o melhor desempenho nas pesquisas internas realizadas pela legenda.

Dirigentes petistas avaliam que a ex-prefeita reúne as melhores condições para fortalecer o palanque de Lula em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. A expectativa é que a definição sobre a candidatura ocorra nos próximos dias, após novas conversas entre a direção partidária e Marília Campos.

A decisão de lançar um nome próprio encerra um período de indefinição que se arrastava desde o início das articulações eleitorais. Lula tinha como preferência a candidatura de Rodrigo Pacheco ao governo mineiro e chegou a atuar pessoalmente para convencê-lo a disputar a eleição. No entanto, o senador do PSB decidiu não entrar na corrida eleitoral e sinalizou que pretende deixar a vida pública ao término de seu mandato, ainda neste ano.

Nos bastidores, lideranças do PT vinham pressionando por uma definição mais rápida sobre o cenário mineiro, considerado fundamental para a estratégia nacional da legenda. Historicamente, Minas Gerais é vista como um dos estados mais importantes nas disputas presidenciais, frequentemente acompanhando o resultado nacional.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, vinha conduzindo as negociações para a construção dos palanques estaduais. Diante da negativa de Pacheco, ele também buscou alternativas dentro do campo aliado, mantendo conversas com lideranças do PSB e outros nomes que poderiam integrar o projeto político do grupo em Minas.

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