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Lindbergh cobra revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro: "que o bom senso prevaleça"

Prazo da prisão domiciliar de Bolsonaro termina na quinta-feira, e Alexandre de Moraes deve decidir se ele volta à Papudinha

Lindbergh pede ao STF volta de Jair Bolsonaro ao regime fechado (Foto: Kayo Magalhães/Agência Câmara / REUTERS/Adriano Machado)
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247 - O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) cobrou nesta quarta-feira (24) a revogação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL) e defendeu que o ex-presidente retorne ao regime fechado na Papudinha, em Brasília. O parlamentar afirmou esperar que “o bom senso prevaleça” na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A manifestação ocorre às vésperas do fim do prazo de 90 dias concedido a Bolsonaro para cumprir prisão domiciliar humanitária. A decisão sobre eventual prorrogação cabe a Moraes, relator do caso no STF, que deve avaliar se o ex-presidente permanecerá em casa ou voltará ao regime fechado.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Lindbergh questionou as condições em que Bolsonaro cumpre a pena e criticou o que considera um privilégio diante da gravidade da condenação. “Você acha justo Jair Bolsonaro continuar numa prisão domiciliar, numa mansão de luxo, com churrasqueira, piscina, com escolta presidencial?”, afirmou.

O deputado também mencionou a apreensão de uma pistola Glock registrada em nome de Bolsonaro, localizada em um carro utilizado por integrante da equipe de segurança do ex-presidente. Segundo Lindbergh, o episódio reforça a necessidade de revisão da medida humanitária. “Ele tinha uma arma. Pegaram uma que um assessor foi fazer manutenção. A Polícia Civil quis intimar Jair Bolsonaro e a escolta impediu”, disse.

Lindbergh afirmou ainda ter apresentado uma representação para pedir a revogação da prisão domiciliar. “Essa decisão vai acontecer no dia de hoje, uma decisão do ministro Alexandre de Moraes. Eu fiz uma representação pedindo a revogação da prisão domiciliar”, declarou.

Ao defender o retorno de Bolsonaro à Papuda, o parlamentar lembrou da tentativa de golpe de Estado de 2022, pelo qual o ex-presidente cumpre pena total de 27 anos e 3 meses de prisão. “Essa turma, esses bolsonaristas, eles sempre querem ‘tem que morrer na cadeia, tem que morrer na cadeia’. Mas e quando é com eles? E o crime de Jair Bolsonaro é um crime grave: golpe de Estado”, afirmou.

Lindbergh também citou a Operação Punhal Verde e Amarelo, investigação que apurou um plano para assassinar o presidente Lula (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes. “Espero que hoje o bom senso prevaleça e ele volte para a Papuda”, disse o deputado.

A prisão domiciliar temporária de Bolsonaro foi autorizada em março, após internação hospitalar por broncopneumonia aspirativa e complicações gástricas. A defesa do ex-presidente tenta manter o debate concentrado em sua condição de saúde e apresentou novos relatórios médicos e exames ao Supremo para justificar a permanência em casa, sob supervisão.

Em etapas anteriores, a Procuradoria-Geral da República já havia se manifestado favoravelmente à custódia domiciliar por razões médicas. Agora, Moraes deverá avaliar não apenas os argumentos da defesa, mas também os fatos novos envolvendo a apreensão da arma registrada em nome de Bolsonaro.

A defesa afirmou ao STF que a pistola era legal e estava sendo levada para manutenção. Segundo a versão apresentada, a arma teria sido deixada inoperante por seguranças para evitar acidentes durante o período em que Bolsonaro fazia uso de medicamentos psiquiátricos.

O episódio passou a integrar o conjunto de elementos que serão analisados antes da decisão sobre a prorrogação da prisão domiciliar. A apreensão levantou questionamentos sobre a fiscalização do entorno do ex-presidente e sobre as condições práticas de cumprimento da medida humanitária.

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