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Distribuidora rejeita lançar Dark Horse e amplia crise do filme sobre Bolsonaro

Produção inspirada no ex-mandatário segue sem contrato e enfrenta ações judiciais e questionamentos

Cartaz do filme Dark Horse- Jair Bolsonaro-Flávio Bolsonaro-Daniel Vorcaro (Foto: Dark Horse-Flávio Bolsonaro-Jair Bolsoanro (Foto: Divulgação/Jair Bolsonaro/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Flávio Bolsonaro/Adriano Machado/Reuters/Daniel Vorcaro/Reprodução/ Montagem/IA Dall-e))
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247 - A Paris Filmes, uma das maiores distribuidoras cinematográficas do Brasil e da América Latina, recusou a proposta para assumir a distribuição de "Dark Horse", filme de ficção inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro (PT). Segundo o SBT News, mesmo diante da negativa, os responsáveis pelo projeto mantém a previsão de estreia para 5 de novembro, poucos dias após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

O longa, que inicialmente seria lançado antes do pleito de outubro, teve seu cronograma alterado em meio a dificuldades financeiras e preocupações sobre possíveis impactos políticos na disputa eleitoral.

Negociações seguem sem definição

Segundo a reportagem, a produtora Go Up informou que as negociações para a distribuição do filme continuam em andamento e fazem parte da estratégia comercial do projeto.

"Conversamos com diferentes distribuidoras e avaliamos, em conjunto com nossos parceiros internacionais, qual será a melhor alternativa para o lançamento do filme", afirmou a empresária Karina Gama, proprietária da produtora.

Segundo pessoas próximas ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), outras empresas do setor audiovisual foram procuradas, mas nenhum contrato havia sido firmado até o momento.

Mercado audiovisual resiste ao projeto

Além dos desafios comerciais, o filme enfrenta resistência dentro do mercado audiovisual brasileiro. O cenário ganhou novos contornos após questionamentos envolvendo o financiamento da produção.

Parte dos recursos destinados ao projeto teria sido fornecida pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, atualmente preso sob acusação de liderar uma organização criminosa acusada de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro nacional.

Em maio, reportagem do portal The Intercept Brasil revelou que Flávio Bolsonaro participou das negociações relacionadas ao financiamento do longa e teria feito cobranças diretas de pagamentos ao empresário.

Nos áudios divulgados pelo site The Intercept Brasil, o parlamentar pede R$ 134 milhões para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro (PL). Após a divulgação, Flávio Bolsonaro reconheceu a autenticidade do áudio, mas declarou que os pagamentos feitos por Vorcaro foram legais, sem contrapartida.

O valor efetivamente repassado ao filme pelo ex-banqueiro, por meio da empresa Entrepay, foi de US$ 10,6 milhões, aproximadamente R$ 61 milhões.

Ações no TSE e no STF ampliam controvérsia

As controvérsias em torno de "Dark Horse" também chegaram ao Judiciário. Após a divulgação das informações sobre a relação entre Vorcaro e o projeto, o grupo Prerrogativas acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar impedir a exibição do filme até o fim das eleições.

Os autores da ação argumentam que a obra pode configurar propaganda eleitoral antecipada e dissimulada. Também apontam possíveis indícios de abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e financiamento paralelo.

O longa ainda é alvo de uma ação apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) ao Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar solicita investigação sobre a origem e a destinação dos recursos empregados na produção.

Entre os pontos levantados está a apuração sobre eventual utilização de recursos vinculados ao projeto para custear a permanência do ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-mandatário, nos Estados Unidos.

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