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MPSP pede investigação sobre ataques à vítima de rope jump

Ministério Público quer identificar perfis que divulgaram mensagens misóginas e de ódio após a tragédia

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas (Foto: Reprodução/Instagram)
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247 - O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu à Polícia Civil que investigue os ataques misóginos e os discursos de ódio direcionados à jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após ser lançada sem cordas durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior paulista.

A solicitação, segundo o Metrópoles, foi encaminhada ao Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap) após a Bancada Feminista do Psol protocolar uma notícia-crime contra perfis da plataforma X, antigo Twitter, que divulgaram mensagens ofensivas e discriminatórias contra a vítima depois da tragédia.

Ministério Público pede identificação dos responsáveis

No documento encaminhado ao MPSP, as parlamentares destacaram comentários publicados em postagens sobre a morte da jovem, entre eles: "festa no IML", "vou fazer concurso para o IML de Limeira" e "se juntar as peças dá pra se divertir".

A Bancada Feminista solicitou que o Ministério Público requeira ao X informações que permitam identificar os responsáveis pelas publicações, incluindo dados cadastrais dos perfis, registros de conexão, como IP, datas e horários de acesso, além dos registros de interação relacionados às postagens originais e aos respectivos compartilhamentos, para verificar eventual cadeia de disseminação do conteúdo.

Em despacho assinado em 23 de junho, a promotora Ana Maria Aiello Demadis determinou, com urgência, o encaminhamento do procedimento ao Decap. O objetivo é que o caso seja anexado a eventual investigação já existente ou, caso ainda não haja inquérito instaurado, que seja aberta uma investigação específica para apurar a conduta dos usuários envolvidos e de eventual representante da plataforma.

Promotoria vê possível prática de crimes

A promotora classificou o episódio como "gravíssimo" e afirmou que os fatos podem configurar, em tese, crimes previstos nos artigos 212, 286 e 287 do Código Penal, que tratam de vilipêndio de cadáver, incitação ao crime e apologia de crime.

Seis pessoas foram presas

No dia da tragédia, em 13 de junho, foram presos os instrutores Maicon Fernandes Cintra, Luís Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves. Eles respondem por homicídio com dolo eventual, quando o investigado assume o risco de provocar a morte. A Justiça converteu as prisões em flagrante em prisões preventivas.

Em 20 de junho, outras três pessoas ligadas à organização do evento também foram presas temporariamente: Evelyne dos Santos Gonçalves, João Antônio Pivetta da Silva e Gabriel Barros Martins.

Relembre o caso

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu após cair de aproximadamente 40 metros durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira.

Vídeos gravados no local mostram três instrutores levantando a jovem para o salto. Instantes depois, participantes perceberam que ela havia sido lançada sem estar presa às cordas de segurança, o que provocou a queda fatal.

Um amigo da vítima, que acompanhava a atividade, entrou em estado de choque ao presenciar o acidente e precisou ser socorrido.

Além da investigação sobre as circunstâncias da morte, a Polícia Civil poderá agora apurar a autoria das mensagens ofensivas publicadas nas redes sociais após a tragédia, em atendimento ao pedido formulado pelo Ministério Público de São Paulo.

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