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Perfis que atacaram jovem morta em rope jump saem do ar

Ataques misóginos contra jovem morta em rope jump motivaram denúncias de parlamentares à PF e ao MPF

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas (Foto: Reprodução/Instagram)
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247 - Perfis nas redes sociais que publicaram ataques misóginos contra Maria Eduarda Rodrigues, jovem de 21 anos que morreu em um acidente durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, saíram do ar após repercussão e denúncias de parlamentares à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal (MPF).

Maria Eduarda morreu no último sábado (13), depois de ser lançada sem as cordas em uma atividade de rope jump realizada em uma ponte abandonada na zona rural do município. A tragédia ganhou nova dimensão nas redes sociais quando perfis passaram a divulgar imagens da vítima acompanhadas de comentários de teor misógino, com incitação a crimes de ódio, estupro e necrofilia.

As publicações provocaram indignação e foram denunciadas por parlamentares como Érika Hilton (PSOL-SP), Tábata Amaral (PSB-SP) e Talíria Petrone (PSOL-RJ). As deputadas cobraram providências das plataformas digitais e a responsabilização dos autores das mensagens, que viralizaram antes de serem removidas.

Érika Hilton afirmou ter acionado a PF após a circulação dos ataques. A parlamentar classificou como grave a ausência de mecanismos eficazes das redes sociais para impedir a disseminação desse tipo de conteúdo.

"Isso é misoginia, isso é incitação e isso é crime. Um crime cometido pela internet e cuja responsabilidade de investigação recai sobre a PF. Não podemos permitir que a falta de moderação e de responsabilidade das big techs, que lucram bilhões de dólares, continue a normalizar tantos horrores", escreveu Érika.

Entre as publicações denunciadas pela deputada, havia mensagens como "se juntar direitinho as peças dá para se divertir" e "vou fazer concurso para o IML". Também circularam comentários com expressões como "IML em festa", em referência ao Instituto Médico Legal, além de ataques que ironizavam a morte de mulheres.

Tábata Amaral também reagiu ao caso e informou ter apresentado uma ação ao MPF para apurar crimes de ódio cometidos no ambiente digital. A deputada lamentou que Maria Eduarda tenha sido alvo de ataques mesmo após a morte e afirmou que "nem mesmo no leito de morte, nós, mulheres, temos paz".

A parlamentar classificou os autores das mensagens como "criminosos que reduziram a imagem de Maria Eduarda a um objeto de deboche e crueldade". Para Tábata, a permanência e a circulação desse conteúdo nas redes evidenciam a responsabilidade das plataformas na disseminação de discursos violentos contra mulheres.

A deputada federal Talíria Petrone também se manifestou e defendeu a criminalização urgente da misoginia. Segundo ela, o material publicado nas redes foi reunido e encaminhado à PF para que as medidas cabíveis sejam adotadas.

"Nem mesmo após a morte as mulheres são respeitadas. Não bastasse a dor da perda, perfis no Twitter agora fazem comentários nojentos sobre abuso sexual de seu cadáver", publicou Talíria.

A remoção dos perfis ocorreu após a repercussão das denúncias e dos pedidos de investigação. O caso ampliou o debate sobre a responsabilidade das plataformas digitais na moderação de conteúdos que estimulam violência de gênero, crimes de ódio e ataques contra vítimas de tragédias.

Em Limeira, a morte de Maria Eduarda Rodrigues também levou a prefeitura a bloquear o acesso à chamada Ponte do Esqueleto, local onde ocorreu o salto. A medida foi tomada após o acidente que resultou na morte da jovem durante a prática de rope jump.

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