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PM inicia processo de expulsão de tenente-coronel por morte de esposa

Secretário de Segurança de SP confirmou a abertura de processo contra Geraldo Leite Rosa Neto

O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto e a policial militar Gisele Alves (Foto: Reprodução)

247 - Registros digitais recuperados do celular da soldado Gisele Alves Santana apontam discussões recorrentes nos dias que antecederam sua morte, ocorrida em 18 de fevereiro com um tiro na cabeça. As mensagens indicam que a PM suspeitava de uma traição por parte do marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto — agora alvo de um processo de expulsão aberto pela Polícia Militar de São Paulo.

A informação foi confirmada em entrevista à CNN Brasil, veículo que publicou a reportagem nesta sexta-feira (27). O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico, declarou que o processo administrativo contra o oficial corre em paralelo às investigações criminais em andamento, sem interferir no curso da apuração policial.

A perícia técnica teve acesso ao histórico completo do aparelho celular da vítima, incluindo interações, uso de aplicativos e registros de conversas. Com base nesses dados, os investigadores trabalham para traçar um padrão de comportamento do casal nos dias anteriores ao crime, buscando elementos que possam esclarecer as circunstâncias da morte da soldado.

O conteúdo das mensagens reforça a linha investigativa que aponta tensão no relacionamento do casal. As trocas de mensagens registradas revelam desentendimentos frequentes, com Gisele manifestando desconfiança sobre a fidelidade do marido. As informações obtidas pela perícia são tratadas como peça central na reconstrução dos fatos que antecederam o disparo fatal.

O processo administrativo de expulsão, instaurado pela corporação, é independente da esfera criminal e pode resultar no afastamento definitivo do tenente-coronel das fileiras da Polícia Militar, independentemente do desfecho judicial do caso.




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