Quem é o jogador de futebol foragido que foi afastado de clube após ser citado em estupro coletivo no Rio
Atleta é considerado foragido e está entre cinco jovens indiciados por crime contra adolescente de 17 anos ocorrido em Copacabana
247 - O Serrano Futebol Clube anunciou o afastamento imediato do jogador João Gabriel Xavier Berthô e a suspensão do contrato do atleta após a expedição de mandado de prisão contra ele por suspeita de participação em um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, no Rio de Janeiro. As informações foram divulgadas inicialmente pelo portal g1.
Segundo o clube, a medida foi adotada diante da gravidade das acusações e permanecerá válida enquanto o caso estiver sob investigação policial. João Gabriel está entre os cinco jovens indiciados pela Polícia Civil e, conforme as autoridades, é considerado foragido da Justiça.
Em nota oficial, o clube afirmou:
"O Serrano FC informa que tomou conhecimento do indiciamento do atleta João Gabriel Xavier Bertho em investigação da Polícia Civil. Entendemos a gravidade da situação e reforçamos que o clube repudia veementemente qualquer forma de assédio ou violência. O atleta está afastado e seu contrato suspenso. Estamos acompanhando de perto o desenrolar do caso e os desdobramentos da investigação".
Investigação aponta crime planejado
O inquérito foi conduzido pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro por meio da 12ª Delegacia de Polícia, em Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense. O caso veio a público no sábado (28), após a conclusão das investigações.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Ângelo Lajes, o crime teria sido uma armadilha organizada previamente pelos envolvidos. Segundo ele, tratou-se de uma “emboscada planejada”, e os suspeitos podem ser condenados a penas que se aproximam de 20 anos de prisão.
Quem são os denunciados
Além do atleta, foram indiciados Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, além de Matheus Veríssimo Zoel Martins, de 19. Todos respondem por estupro com concurso de pessoas e são considerados foragidos.
A maioria dos suspeitos é estudante do Colégio Pedro II, campus Humaitá. A Reitoria da instituição e a direção da unidade abriram procedimento administrativo para desligamento de quatro alunos denunciados por participação no crime.
O Portal dos Procurados também divulgou cartazes com a identificação dos investigados para auxiliar na localização dos suspeitos.
Dinâmica do crime
Segundo o inquérito policial, o estupro coletivo teria ocorrido na noite de 31 de janeiro, em um apartamento localizado na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana.
De acordo com o depoimento da vítima, ela foi convidada por um colega de escola para ir ao imóvel. Ainda no elevador, o jovem teria informado que outros amigos estariam presentes e sugerido que fariam “algo diferente”, proposta que, segundo a adolescente, foi recusada.
Já dentro do apartamento, a vítima relatou ter sido levada a um quarto. Enquanto mantinha relação sexual consensual com o primeiro rapaz, outros quatro jovens entraram no cômodo.
A adolescente afirmou que aceitou apenas que permanecessem no local, desde que não a tocassem. No entanto, segundo o relato à polícia, os demais passaram a tirar a roupa, beijá-la e apalpá-la, forçando-a a praticar sexo oral e mantendo relações sexuais mediante violência.
Ela também declarou ter sofrido agressões físicas, incluindo tapas, socos e um chute na região abdominal, além de ter sido impedida de deixar o quarto.
Marcas das agressões
Durante as investigações, a polícia apurou que um adolescente também suspeito de participação no crime teria demonstrado preocupação com as marcas deixadas pelas agressões.
Segundo o inquérito, ele perguntou à vítima se a mãe a via sem roupa, indicando receio de que os ferimentos fossem percebidos. A jovem teria apresentado sangramento após o episódio.
Por se tratar de menor de idade, a conduta desse investigado foi desmembrada para a Vara da Infância e Juventude, e sua identidade não foi divulgada.
Desdobramentos
A Polícia Civil segue em diligências para localizar os suspeitos e cumprir os mandados de prisão. As autoridades reforçam que informações que possam ajudar na captura dos investigados podem ser repassadas anonimamente aos canais oficiais de denúncia.


