Investigação sobre estupro coletivo contra jovem de 17 anos no RJ pode revelar novas vítimas
Imagens de câmeras de segurança do prédio registraram a chegada dos suspeitos e, cerca de uma hora depois, a saída do grupo do condomínio.
247 - A investigação do estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, pode ganhar novos desdobramentos após a Polícia Civil receber relatos informais sobre possíveis outras vítimas do mesmo grupo investigado. As informações foram publicadas pelo jornal O Globo.
Segundo o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana, os relatos chegaram principalmente por meio das redes sociais. Até o momento, porém, não há novos registros oficiais.
De acordo com o delegado, eventuais novas denúncias podem alterar o rumo das investigações. "Até o momento não há novos registros formais", afirmou, destacando que a delegacia aguarda que possíveis vítimas compareçam para formalizar denúncias e prestar depoimento.
Prisões decretadas e suspeitos identificados
A Justiça já decretou a prisão preventiva de quatro jovens maiores de idade acusados de estupro com concurso de pessoas. São eles Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, além de João Gabriel Bertho Xavier e Matheus Veríssimo Zoel Martins, de 19.
Um quinto investigado, de 17 anos — ex-namorado da vítima —, ainda aguarda manifestação judicial sobre sua situação. Segundo a polícia, foi ele quem teria atraído a adolescente para o encontro.
O crime ocorreu na noite de 31 de janeiro, em um apartamento localizado na Rua Viveiros de Castro. Conforme a investigação, a jovem acreditava que teria um encontro amoroso com o ex-companheiro. Enquanto os dois mantinham relação sexual no quarto, outros homens entraram no cômodo e cometeram o estupro.
Imagens de câmeras de segurança do prédio registraram a chegada dos suspeitos e, cerca de uma hora depois, a saída do grupo do condomínio.
Exame confirmou sinais de violência
Após o ocorrido, a adolescente procurou a delegacia para registrar o crime. O exame de corpo de delito confirmou a existência de lesões compatíveis com violência física em regiões íntimas, reforçando a linha investigativa adotada pela polícia.
A defesa de um dos acusados negou a ocorrência de estupro. O advogado Rafael De Piro declarou que há “imagem da jovem, ao fim do encontro, se despedindo do amigo com um sorriso e um abraço”. O suspeito citado atua como atleta do Serrano Football Club e foi afastado das atividades após a denúncia.
A reportagem não conseguiu contato com os representantes legais dos demais investigados.
Instituições adotam medidas administrativas
O caso também teve repercussões no ambiente escolar. A reitoria do Colégio Pedro II informou que iniciou o processo de desligamento dos estudantes acusados.
Em nota oficial, a instituição declarou: “Não podemos tolerar a barbárie brutal da violência de gênero vivenciada a cada hora em nosso país. Unidos na indignação, nos solidarizamos com todas as mulheres de nossa comunidade. Porque a dor de uma de nós é a dor de todas nós”.
Possíveis novos desdobramentos
Segundo o delegado Ângelo Lages, a eventual confirmação de novas vítimas poderá ampliar o escopo da investigação e resultar em novas acusações criminais. A Polícia Civil trabalha agora para localizar os investigados e concluir a coleta de provas.
O caso segue sob sigilo parcial para preservar a identidade da vítima, conforme prevê a legislação brasileira em crimes sexuais envolvendo menores de idade.
As autoridades reforçam que possíveis vítimas ou testemunhas devem procurar a 12ª DP de Copacabana para formalizar denúncias, consideradas fundamentais para o avanço

