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Tarcísio diz que rejeição de Messias pelo Senado revela fragilidade do governo Lula

Segundo o governador bolsonarista de São Paulo, derrota política aponta perda de capacidade de articulação política no Congresso

Tarcísio de Freitas (Foto: Paulo Guereta/Governo Estado SP)

247 - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (30) que a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) evidencia o enfraquecimento do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita durante entrevista coletiva em Santos, no litoral paulista.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o governador interpretou o resultado no Senado como um indicativo de perda de sustentação política do governo. Para ele, o episódio revela dificuldades de articulação no Congresso Nacional.

“A derrota do governo é reveladora. A gente não está falando da reprovação de um nome, a gente está falando da reprovação de um governo. Essa derrota escancara a fragilidade do governo que não teve condição de articular, não teve condição de aprovar um nome para o Supremo Tribunal Federal”, afirmou Tarcísio.

O governador também destacou o caráter incomum da decisão e associou o resultado a uma mudança de cenário político. “A última reprovação foi no governo Floriano Peixoto”, disse. Em seguida, completou: “É um sinal de fragilidade, de que o Congresso enxergou que esse governo não tem mais nada para oferecer, não consegue conduzir um projeto estruturante para o Brasil, é um sinal de final dos tempos, de encerramento de um ciclo. O ciclo do PT está chegando ao fim”.

Tarcísio defendeu a atuação do Senado e o papel institucional do Legislativo. “O Congresso age dentro de sua competência, daquilo que se espera de um sistema de freios e contrapesos. O Congresso não simplesmente chancela um nome que veio da Presidência da República. O Congresso tem o poder de aprovar ou rejeitar e o Congresso usou esse poder”, afirmou.

Ao comentar a relação entre Executivo e Legislativo, o governador afirmou que o resultado representa um recado político. “A partir do momento em que você não consegue fazer um ministro do Supremo, fica claro que não há mais força, e o Congresso, que é um grande termômetro político, sentiu para onde o vento está soprando”, disse. Ele concluiu mencionando o diálogo com o presidente Lula sobre obras conjuntas: “A gente dizia para o presidente, e ele concordou, que a gente precisa olhar para o cidadão. Não é disputar paternidade de obra, é fazer ela acontecer.”

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