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Zema critica Flávio Bolsonaro por ligação com Vorcaro, mas admite apoiá-lo contra Lula

Ex-governador mineiro afirmou que relação do senador com banqueiro é “muito preocupante” e disse que estará contra o PT no segundo turno

Flávio Bolsonaro e Romeu Zema (Foto: Agência Senado I Reprodução)
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247 - O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) criticou publicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por causa dos diálogos e do encontro do parlamentar com o banqueiro Daniel Vorcaro. As declarações foram feitas nesta segunda-feira (25), durante evento promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), em São Paulo.

As informações foram publicadas originalmente pelo jornal O Globo. Pré-candidato à Presidência da República, Zema afirmou considerar grave a aproximação entre Flávio Bolsonaro e o controlador do Banco Master, investigado em meio a controvérsias no sistema financeiro.

Durante palestra no evento, o ex-governador usou uma expressão popular para atacar a relação entre o senador e o banqueiro. “Para mim, quem se aproximou de banqueiro bandido é um mau sinal. Gambá cheira gambá. Eu sempre escutei isso no interior”, declarou.

Questionado posteriormente por jornalistas, Zema endureceu ainda mais o discurso ao comentar o caso envolvendo Daniel Vorcaro.


Zema chama Vorcaro de “o maior bandido do Brasil”

Ao comentar os diálogos divulgados recentemente, o ex-governador afirmou ter ficado decepcionado com a situação e classificou Vorcaro de maneira contundente.

“Como eu já disse, eu fiquei muito decepcionado com tudo que aconteceu, né? Alguém que tem um relacionamento tão próximo com um banqueiro bandido, que é como eu considero o senhor Vorcaro, o maior bandido do sistema financeiro da história do Brasil e provavelmente um dos maiores do mundo, é muito preocupante”, afirmou.

Na avaliação de Zema, o episódio pode enfraquecer a direita na disputa presidencial de 2026. Segundo ele, o cenário eleitoral atual seria mais complicado do que o enfrentado pela oposição ao PT em 2022.

“E se em 2022 já foi difícil para a direita, com esse escândalo agora, fica muito mais ainda. Porque em 2022 nós não tivemos nada que se assemelhasse a isso”, disse o ex-governador mineiro.

Pré-candidato cita pesquisas eleitorais

Zema também associou a repercussão do caso à queda de Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais. O ex-governador mencionou levantamento do Datafolha divulgado na última sexta-feira (22), segundo o qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou vantagem sobre o senador.

De acordo com a pesquisa citada por Zema, Lula abriu nove pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Em um eventual segundo turno, o presidente venceria o senador por 47% a 43%.

“Então eu fico muito preocupado em que nós estejamos entregando para a esquerda mais uma vez essa eleição. E essas últimas pesquisas demonstraram que quem está votando no Flávio, muito provavelmente vai estar entregando a eleição para o Lula, que manteve o seu posicionamento enquanto ele caiu. Isso se não surgir mais nada daqui por diante”, afirmou.

Apesar das críticas, Zema indicou que poderá apoiar Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno contra o PT.

Zema admite apoiar Flávio contra o PT

Ao ser questionado sobre uma possível incoerência entre as críticas atuais e um eventual apoio futuro ao senador, o pré-candidato do Novo afirmou que a direita tende a se unir contra a esquerda na reta final da eleição.

“Aqui no Brasil nós vamos ter a mesma situação do Chile. O Chile teve vários pré-candidatos pela direita e no segundo turno todos estavam unidos contra a esquerda”, declarou.

Na sequência, Zema reforçou que seu posicionamento político no segundo turno será contrário ao PT, independentemente de quem avance na disputa presidencial.

“Aqui no Brasil eu estarei no segundo turno trabalhando contra o PT. Estarei, como candidato que foi para o segundo turno, ou junto com outro candidato”, completou.

O encontro da Amcham Brasil reuniu nomes cotados para a corrida presidencial de 2026. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) também participou do evento, mas evitou comentar as conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.

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