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Frei Sérgio Antônio Görgen, fundador do MST e ex-deputado do RS, morre aos 70 anos

Religioso e militante da reforma agrária faleceu em Hulha Negra e deixa trajetória marcada pela luta social e pela atuação política no Rio Grande do Sul

Frei Sérgio Antônio Görgen (Foto: Reprodução)

247 - Morreu nesta terça-feira (3), aos 70 anos, o frei Sérgio Antônio Görgen. O religioso faleceu em sua residência, localizada no Assentamento Conquista da Fronteira, no município de Hulha Negra, na Região da Campanha do Rio Grande do Sul. Reconhecido por sua atuação na defesa da reforma agrária, ele teve papel central em movimentos sociais e na política estadual.

Militante histórico das organizações ligadas à luta pela terra, Görgen foi um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e exerceu mandato como deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT), consolidando uma trajetória marcada pelo engajamento social e religioso.

O velório ocorre na tarde desta terça-feira no próprio assentamento onde o frei vivia. Às 19h, está prevista uma missa celebrada pelo bispo Dom Frei Cleonir Dal Bosco, no Salão Paroquial do município de Candiota. As despedidas continuam na quarta-feira (4), no Convento São Boaventura, localizado no distrito de Daltro Filho, em Imigrante. O sepultamento está programado para as 16h, no cemitério dos freis, no próprio convento.

A morte de Frei Sérgio Antônio Görgen provocou manifestações de pesar de lideranças políticas e religiosas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou homenagem ao religioso nas redes sociais e destacou a relação pessoal que mantinha com ele. “Estou muito triste com a partida de meu grande amigo”, escreveu Lula.

O presidente também recordou o apoio recebido durante o período em que esteve preso em Curitiba. “A fé e as sábias palavras de Frei Sérgio durante suas visitas em Curitiba me ajudaram a atravessar com força e esperança os momentos difíceis”, afirmou. Lula ressaltou ainda o caráter da trajetória do frei, marcada pelo compromisso com os mais pobres. “De luta e de sacrifícios pessoais – incluindo greves de fome – para garantir os direitos daqueles que vivem da agricultura familiar”, destacou.

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