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O que se sabe sobre morte de corretora gaúcha em Florianópolis

Luciani foi vista pela última vez na região da Praia dos Ingleses, no norte da capital catarinense

Luciani Aparecida Estivalet Freitas está desaparecida em Florianópolis (Foto: Reprodução)

247 - A morte da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, provocou forte comoção em Florianópolis e no Rio Grande do Sul. A vítima estava desaparecida desde o dia 4 de março e foi encontrada morta uma semana depois. As informações foram publicadas pelo portal NSC Total, em reportagem da jornalista Fernanda Silva.

Luciani foi vista pela última vez na região da Praia dos Ingleses, no norte da capital catarinense. No dia 11 de março, um corpo esquartejado foi localizado no município de Major Gercino, na Grande Florianópolis. Dois dias depois, exames de DNA confirmaram que o cadáver era da corretora desaparecida.

Natural de Alegrete, Luciani morava em Florianópolis e se apresentava nas redes sociais como administradora, corretora de imóveis e turismóloga. O desaparecimento começou a preocupar a família após comportamentos considerados incomuns em mensagens enviadas pelo celular da vítima.

Os familiares estranharam o fato de ela não ter entrado em contato com a mãe no dia 6 de março, data de aniversário da mulher. Segundo relatos da família, o comportamento nas mensagens também chamou atenção.— "Ela nem um momento entrou em contato com a nossa mãe, tava reclusa nos grupos e a minha irmã mandou uma mensagem para ela e começou a ligar porque minha irmã achou estranho. E aí ela mandou a mesma coisa para mim “correria aqui” e mandou uma figurinha, energias positivas. A minha irmã nunca foi de mandar a figurinha e nem aquele emoji. Ou ela manda um áudio ou ela escreve e manda digitado."

Diante das suspeitas, familiares decidiram registrar um boletim de ocorrência no dia 9 de março. Um dos fatores que reforçou a preocupação foram erros gramaticais nas mensagens enviadas pelo celular da corretora. Em uma delas, a pessoa que utilizava o aparelho afirmou que Luciani estaria sendo perseguida por um ex-namorado.

De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, a vítima teria sido assassinada entre os dias 4 e 5 de março. A investigação aponta que o corpo permaneceu no apartamento da corretora até a madrugada do dia 7, quando teria sido retirado e levado para uma área rural, onde foi dividido em cinco partes e jogado em um rio. O caso é tratado como latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte.A primeira prisão relacionada ao caso ocorreu na quinta-feira (12), quando uma mulher de 47 anos foi detida em flagrante suspeita de receptação. Segundo a polícia, diversas compras estavam sendo feitas utilizando o CPF de Luciani desde o dia 6 de março.

As mercadorias seriam entregues em um endereço localizado no norte da ilha de Florianópolis. Durante monitoramento do local, os policiais observaram um adolescente retirando os produtos. Ele teria afirmado que os itens pertenciam ao irmão e que a família morava no mesmo bairro da vítima.

No imóvel investigado, os policiais encontraram diversos objetos que pertenciam à corretora, como notebook e televisão, além de produtos adquiridos pela internet utilizando os dados da vítima. Parte desse material estava escondida em um apartamento desocupado sob responsabilidade da mulher presa.Ao todo, cinco pessoas são apontadas como suspeitas de participação no crime. 

Entre os investigados estão um homem de 27 anos, a companheira dele, de 30, o irmão do suspeito, um adolescente de 14 anos, e a mãe dos dois. Também integra a investigação a mulher de 47 anos presa por receptação.As apurações indicam que o homem de 27 anos morava em um apartamento vizinho ao da corretora, junto com a companheira. Segundo a polícia, ele estava foragido em São Paulo por envolvimento em um latrocínio ocorrido em 2022.

Após o crime, o casal suspeito tentou fugir para o Rio Grande do Sul, mas acabou interceptado pela Polícia Rodoviária Federal. Os dois foram presos na cidade de Gravataí, a cerca de 430 quilômetros da capital catarinense.A investigação segue em andamento e busca esclarecer completamente a dinâmica do crime, além de determinar o grau de participação de cada um dos suspeitos na morte da corretora. Enquanto isso, familiares e amigos de Luciani aguardam respostas e justiça diante da brutalidade do caso.

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