PSOL confirma “apoio crítico” a Juliana Brizola no Rio Grande do Sul
Partido afirma que não fará parte de um eventual governo e condiciona apoio a compromissos programáticos
247 - O PSOL do Rio Grande do Sul confirmou apoio crítico à candidatura de Juliana Brizola (PDT) ao governo estadual, estabelecendo condições programáticas e reforçando que não pretende integrar um eventual governo, informa o jornal Sul21. A decisão envolve compromissos como combate às privatizações, valorização do serviço público e políticas de prevenção a desastres, considerados centrais pela legenda para o processo eleitoral.
A definição foi tomada em reunião da direção estadual do partido realizada na terça-feira (21), após debates internos entre correntes políticas e coletivos da sigla. A expectativa é que lideranças do PSOL se reúnam com Juliana Brizola para formalizar o apoio e apresentar as propostas que defendem para a campanha e um possível governo.
Entre os pontos defendidos pelo partido estão medidas voltadas à proteção do patrimônio público e ações concretas para enfrentar eventos climáticos extremos. A presidenta estadual do PSOL, Gabrielle Tolotti, destacou a importância da unidade para enfrentar adversários políticos. “São reivindicações básicas para que possamos enfrentar conjuntamente esse processo eleitoral e derrotar a extrema direita, que, se chegar ao governo, vai causar um estrago enorme ao nosso Estado”, afirmou.
A reunião também consolidou o nome de Manuela D’Ávila como pré-candidata ao Senado na composição da chapa, que reúne partidos como PDT, PT, PCdoB, PV, Rede, PSB e PSOL.
Apesar do apoio, o partido deixou claro que manterá independência política. O presidente municipal do PSOL, vereador Roberto Robaina, explicou que a estratégia busca evitar uma repetição do cenário eleitoral de 2022, quando a disputa ao governo ficou restrita a candidaturas de campos políticos distintos. “Nosso compromisso é derrotar a extrema direita e, num primeiro momento, fazer com que a chapa chegue ao segundo turno. Mas sabemos que um governo do PDT não será um governo dos trabalhadores nem de esquerda. Então, não reivindicamos espaço nele. Vamos seguir lutando por um governo de esquerda”, declarou.

