‘Sou semente de Marielle Franco e não vou desistir’, afirma Ana Lúcia Martins, vereadora eleita em Joinville ameaçada de morte

‘É pela luta dos nossos antepassados, de homens e mulheres negras que morreram pela liberdade, que nós daremos continuidade ao nosso projeto, que é o projeto de uma cidade inclusiva, plural’, disse à TV 247 a vereadora eleita. Assista

Ana Lúcia Martins e Marielle Franco
Ana Lúcia Martins e Marielle Franco (Foto: Reprodução)
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247 - A primeira vereadora eleita de Joinville, maior cidade de Santa Catarina, e que foi ameaçada de morte pelo simples fato de ser negra, Ana Lúcia Martins (PT) afirmou à TV 247 que desde que tomou conhecimento dos ataques, em nenhuma hipótese pensou em desistir de seu mandato, e sim em resistir e lutar pelos direitos da população negra.

Em um dos ataques feitos contra Ana, um perfil fake de um grupo denominado “Juventude Hitlerista” afirma que “agora só falta a gente matar ela e entrar o suplente que é branco”.

“Essa é mais uma tentativa de silenciamento das mulheres negras. Essa tentativa de silenciamento não é, no meu entender, uma tentativa de bloquear o partido, mas de impedir que uma mulher negra entre na Câmara de Vereadores, isso fica muito evidente quando ele diz que o homem branco suplente pode assumir. Não se trata de um ato machista, se trata de um ato racista, de uma intolerância de um grupo que se diz superior, que se julga superior a nós, a população preta, a maior população desse País”, falou a vereadora.

Ana Martins disse que ela, assim como outras vereadoras negras eleitas pelo Brasil, são frutos da vereadora Marielle Franco. Assim, a parlamentar prometeu não desistir e lutar pelo povo negro. “Em nenhum minuto eu pensei em desistir, pelo contrário, nós precisamos resistir, precisamos continuar firmes, precisamos dizer a esses grupos, a essas pessoas, que nós temos o direito de existir. Nós somos sementes de Marielle Franco, somos sementes de tantas mulheres negras, tantos homens negros que morreram lutando pela nossa liberdade. É por essa luta dos nossos antepassados, de homens e mulheres negras que morreram pela liberdade, que nós daremos continuidade ao nosso projeto, que é o projeto de uma cidade inclusiva, plural, de uma cidade que precisa colocar no centro a periferia, a população LGBT, a população de imigrantes e refugiados, as mulheres, as mulheres negras, a nossa juventude”.

O suspeito de atacar a vereadora foi localizado neste domingo (22) pela Polícia Civil.

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