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Professora Bebel entrega documento no Palácio dos Bandeirantes e denuncia cerco de Tarcísio contra ato por educação inclusiva

Deputada afirma que mobilização com professores e mães atípicas teve acesso restrito e cobra política estadual de inclusão escolar

Comitiva formada pela deputada estadual Professora Bebel, professoras, professores e mães atípicas (Foto: Rogerio Cavalheiro/Apeoesp/Divulgação)

247 - A deputada estadual Professora Bebel (PT-SP) protocolou, na manhã desta quarta-feira (11), um documento no Palácio dos Bandeirantes com reivindicações para a implementação de uma política estadual de educação inclusiva. Primeira presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), Bebel esteve no local acompanhada por uma comitiva formada por professoras, professores e mães atípicas. O grupo saiu da sede da entidade, na Praça da República, em São Paulo, e chegou ao Palácio por volta das 12 horas.

A parlamentar afirmou que a mobilização foi marcada por uma reação considerada excessiva do governo estadual. "Lamentavelmente, de forma autoritária e desproporcional, o governador Tarcísio de Freitas mandou cercar o Palácio para impedir que nossa manifestação fosse feita em frente à entrada do prédio. Trata-se de um direito legítimo de manifestação, exercido de forma pacífica".

Cerco não impede entrega de documento

Mesmo com restrição de acesso ao local, o documento foi entregue ao chefe de gabinete do governo estadual. "Isso não impediu que protocolássemos o documento, não nos intimidou e não nos intimidará. Estamos tratando de um tema sério, que é o direito à educação inclusiva com qualidade e segurança".

O material protocolado cobra a adoção de uma política efetiva de educação inclusiva no Estado de São Paulo, com diretrizes para atendimento adequado a estudantes atípicos e com deficiência. O documento também aborda a necessidade de garantir condições seguras de trabalho para profissionais da educação e acolhimento às famílias. A iniciativa ocorreu após mobilização com professores e mães atípicas.

Reunião com governo será agendada

De acordo com a deputada, a mobilização já resultou em encaminhamento inicial. O secretário executivo da Secretaria Estadual da Educação, Vinicius Mendonça Neiva, irá agendar reunião com a APEOESP após o carnaval para tratar do tema. Antes do encontro com o governo, a entidade realizará reunião com representantes de subsedes, incluindo professores, estudantes, pais e mães, para reunir propostas que serão apresentadas ao Executivo estadual.

"Queremos diálogo sério e compromisso com uma política pública estruturada. Inclusão não pode ser apenas discurso. É preciso garantir condições reais para que as escolas atendam adequadamente os estudantes e deem segurança às famílias e aos profissionais". A deputada afirmou ainda que a pauta da educação inclusiva integra o calendário de mobilizações da APEOESP em defesa da educação pública e dos direitos da comunidade escolar.

Outras mobilizações previstas

A mobilização desta quarta-feira antecede outras duas atividades relacionadas às críticas à política educacional do governo estadual. Ainda nesta quarta-feira (11), com início às 16h, está previsto ato na Praça da República, em frente à Secretaria Estadual da Educação, contra o Projeto de Lei nº 1316/2025, apontado pela categoria como uma segunda reforma administrativa dos professores.

Já na quinta-feira (12), das 18h às 22h, será realizada audiência pública no Auditório Teotônio Vilela, na Assembleia Legislativa de São Paulo, com o tema "Tarcísio, retire da Alesp a reforma administrativa da Educação", para discutir impactos do projeto e pressionar pela retirada da proposta.

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