Brasileira famosa é citada em arquivos do caso Epstein
O conjunto de documentos reúne vídeos, imagens e registros produzidos ao longo de vários anos e detalha conexões de Epstein com figuras influentes
247 - A divulgação de milhões de arquivos ligados à investigação sobre Jeffrey Epstein, empresário acusado de comandar uma rede de exploração e tráfico sexual, trouxe à tona nomes de celebridades, políticos e empresários de vários países. Entre eles, aparece o de uma brasileira: a ex-modelo Luma de Oliveira, mencionada em uma troca de e-mails que integra o acervo tornado público pelas autoridades americanas.
O conjunto de documentos reúne vídeos, imagens e registros produzidos ao longo de vários anos e detalha conexões de Epstein com figuras influentes do cenário internacional.Além de nomes como Donald Trump, Woody Allen e Michael Jackson, o nome de Luma de Oliveira surge em uma conversa por e-mail datada de agosto de 2012. A troca de mensagens ocorreu entre Epstein e o agente de modelos francês Jean-Luc Brunel, também ligado ao círculo do empresário americano.
Embora o contexto da conversa não seja totalmente explicitado nos arquivos, Epstein questiona o francês sobre uma menção anterior à brasileira. “E a namorada de Eike Batista? Você mencionou isso”, escreveu o empresário. Em resposta, Brunel afirmou: “Eu citei a Luma de Oliveira, ele era ou é casado com ela”.Na época em que o e-mail foi enviado, Luma de Oliveira já estava separada do empresário Eike Batista havia cerca de oito anos. Os dois mantiveram um relacionamento de 13 anos, entre 1991 e 2004, período em que a ex-modelo era frequentemente associada ao nome do então bilionário brasileiro.
Até o momento, não há qualquer evidência nos documentos divulgados de que Luma de Oliveira tenha tido encontros ou contato direto com Jeffrey Epstein. A menção ao nome dela aparece apenas nesse intercâmbio de mensagens entre o empresário americano e o agente francês.Jeffrey Epstein foi preso sob acusação de comandar um esquema de exploração, tráfico e abuso sexual de mulheres e menores de idade e morreu na prisão em 2019, em circunstâncias que também foram alvo de investigações. A liberação dos arquivos pelo governo dos Estados Unidos reacendeu o debate sobre a extensão de suas conexões e o papel de pessoas próximas ao seu círculo.

A presença do nome de uma brasileira na documentação reforça o alcance internacional do caso e mostra como figuras públicas de diferentes países acabam surgindo, direta ou indiretamente, nos registros ligados ao empresário. As autoridades americanas seguem analisando o material, enquanto novas revelações continuam a repercutir no noticiário mundial.


