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Há 64 anos, Brasil vencia a Tchecoslováquia e conquistava o bicampeonato da Copa do Mundo

Sem Pelé nas fases decisivas, Seleção bateu a Tchecoslováquia por 3 a 1 no Chile e confirmou sua força coletiva

Jogadores da Seleção Brasileira comemoram durante a campanha do bicampeonato mundial na Copa de 1962, no Chile (Foto: CBF/Divulgação)
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247 - A tarde de 17 de junho de 1962 entrou para a história do futebol brasileiro como o dia em que a Seleção confirmou, no Chile, a grandeza de uma geração campeã. No Estádio Nacional de Santiago, o Brasil derrotou a Tchecoslováquia por 3 a 1 e conquistou o bicampeonato mundial, repetindo a conquista obtida quatro anos antes, na Suécia.

O triunfo teve um peso ainda maior pela ausência de Pelé nas fases decisivas da Copa. Lesionado desde a segunda partida da fase de grupos, o camisa 10 não pôde participar da caminhada final. Coube a Amarildo assumir a vaga no ataque, enquanto Garrincha se tornou o principal protagonista da Seleção comandada por Aymoré Moreira.

A final começou com vantagem tchecoslovaca. Josef Masopust, eleito o melhor jogador da Europa naquele ano, abriu o placar e colocou o Brasil em desvantagem. A reação veio rapidamente: Amarildo aproveitou falha do goleiro Schrojf e empatou ainda no primeiro tempo.

Na etapa final, a Seleção confirmou a virada. Zito marcou de cabeça e colocou o Brasil à frente. Depois, Vavá aproveitou novo erro do goleiro tchecoslovaco e fez o terceiro gol, fechando a vitória por 3 a 1 em Santiago.

Sem Pelé, Garrincha assumiu o comando técnico e emocional da equipe dentro de campo. O ponta-direita foi decisivo nas quartas de final e na semifinal, terminou a competição entre os artilheiros, com quatro gols, e consolidou sua imagem como o grande nome daquela campanha.

O elenco brasileiro reunia ainda jogadores fundamentais da geração bicampeã, como Didi, Zagallo, Djalma Santos e Nilton Santos. A experiência do grupo, somada ao talento individual de seus principais nomes, permitiu ao Brasil superar obstáculos e manter o protagonismo no futebol mundial.

A Copa de 1962 foi disputada em um contexto difícil para o Chile, que havia sido atingido por um forte terremoto em 1960. Mesmo diante dos danos provocados no país, a organização do torneio foi mantida. Em campo, a competição ficou marcada por jogos mais fechados, seleções mais defensivas e média de gols inferior à de edições anteriores.

A decisão também teve um elemento inédito: foi a primeira final de Copa do Mundo entre duas seleções que já haviam se enfrentado na fase de grupos. Brasil e Tchecoslováquia tinham empatado sem gols na primeira fase antes de voltarem a se encontrar na disputa pelo título.

O bicampeonato consolidou o ciclo de domínio brasileiro iniciado em 1958 e que teria novo auge em 1970, com a conquista do tricampeonato. A campanha no Chile também ficou marcada como a última Copa em que Garrincha atuou como protagonista absoluto da Seleção.

Mais de seis décadas depois, o título de 1962 segue lembrado como uma demonstração da força coletiva do futebol brasileiro. Sem Pelé durante boa parte do torneio, o Brasil encontrou em Garrincha, Amarildo, Zito e Vavá os caminhos para confirmar sua supremacia e levantar novamente a taça fora de casa.

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