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Paquetá vira dúvida e Ancelotti avalia opções no Brasil; Confira os nomes

Meia sentiu dores na coxa esquerda contra o Japão

Lucas Paquetá marcou o gol da vitória sobre a Colômbia (Foto: Ag. Brasil)
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247 - Lucas Paquetá virou preocupação para a seleção brasileira às vésperas das oitavas de final da Copa do Mundo. O meia deixou a partida contra o Japão no intervalo, com dores na parte posterior da coxa esquerda, e aguarda o resultado de exames para saber se terá condições de enfrentar Costa do Marfim ou Noruega no próximo domingo. As informações são do UOL.

A situação física de Paquetá pode criar um problema adicional para Carlo Ancelotti em um momento decisivo do torneio. Caso o jogador seja vetado, o técnico não conseguirá repetir a escalação do Brasil pela terceira partida consecutiva, o que abriria uma disputa por vaga no meio-campo.

A preocupação aumentou após a comemoração da virada brasileira sobre o Japão. Paquetá apareceu saltando em um pé só ao lado dos companheiros, cena interpretada como sinal de que o desconforto físico ainda exigia atenção. A definição dependerá da avaliação médica e da evolução do quadro nos próximos dias.

Sem Paquetá, Ancelotti terá alternativas diferentes para montar o time. A opção mais conservadora seria manter o desenho tático com três meio-campistas de origem. Nesse cenário, Danilo Santos surge como candidato a entrar na equipe. O jogador teve bom desempenho nos amistosos preparatórios antes da Copa e, por isso, acabou incluído na lista final de convocados.

A entrada de Danilo Santos seria a substituição mais direta, sem grandes alterações nas funções dos demais jogadores do setor. Bruno Guimarães, Casemiro e Matheus Cunha poderiam manter a base do losango de meio-campo, preservando o equilíbrio entre cobertura defensiva, circulação de bola e aproximação com o ataque.

Outra possibilidade estudada é a utilização de Gabriel Martinelli desde o início. Embora costume atuar como atacante de lado no Arsenal, o jogador entrou contra o Japão em uma função mais associativa pela faixa esquerda do campo, substituindo Matheus Cunha e ajudando na articulação ofensiva.

A escolha por Martinelli, no entanto, exigiria ajustes defensivos. A seleção poderia perder força na recomposição, especialmente pelo lado esquerdo, o que obrigaria Douglas Santos a atuar de maneira mais presa e cautelosa. A mudança também teria impacto na estrutura de proteção ao meio-campo.

Endrick é outra alternativa, embora represente uma mudança mais clara de característica. Quando Paquetá saiu no intervalo contra o Japão, Ancelotti optou pela entrada do atacante. Naquele contexto, o Brasil precisava aumentar a presença na área e encontrar espaços contra uma defesa japonesa bem organizada.

Com Endrick entre os titulares, a tendência seria uma formação mais ofensiva, próxima de um 4-2-4. A solução poderia aumentar o poder de finalização, mas reduziria a densidade no meio-campo, setor considerado fundamental para controlar o ritmo de um jogo eliminatório.

Neymar também aparece como opção em um cenário mais ousado. Até aqui, porém, Ancelotti tem indicado que pretende utilizar o camisa 10 em uma função mais próxima da vaga de Matheus Cunha ou de um dos atacantes da frente, como Vini Jr. e Rayan, e não necessariamente como substituto natural de Paquetá.

No duelo contra o Japão, Neymar só deveria entrar se o Brasil não tivesse empatado cedo no segundo tempo ou se a partida fosse para a prorrogação. Nessa hipótese, Ancelotti poderia abrir mão do modelo de jogo inicial e buscar uma formação mais agressiva para decidir a classificação.

O treinador ainda conta com outros volantes no elenco, mas nenhum deles tem exatamente o mesmo perfil de Paquetá. Fabinho é visto como uma peça mais fixa à frente da área e aparece como substituto mais direto de Casemiro. Sua entrada daria proteção defensiva, mas poderia diminuir a mobilidade da equipe.

Ederson também está à disposição, embora venha sendo trabalhado em uma função diferente. Chamado de última hora para substituir Wesley, cortado da Copa, ele tem sido preparado mais como alternativa para uma eventual necessidade na lateral direita do que como peça de criação no meio-campo.

A dúvida sobre Paquetá surge em um momento no qual Ancelotti buscava consolidar uma formação titular para a fase eliminatória. A repetição do time vinha sendo vista como sinal de estabilidade, mas a condição física do meia pode obrigar a comissão técnica a rever o plano para as oitavas.

A decisão sobre o substituto, caso Paquetá não se recupere a tempo, dependerá do adversário e da estratégia escolhida por Ancelotti. Contra Costa do Marfim ou Noruega, o Brasil terá de equilibrar controle no meio-campo, segurança defensiva e capacidade de acelerar o jogo pelos lados para seguir na disputa pelo título mundial.

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