Veja o momento em que árbitro australiano faz suposto gesto supremacista durante jogo da Copa (vídeo)
Entidade acompanha críticas a Shaun Evans após gesto associado a supremacistas brancos
247 - A Fifa acompanha críticas ao árbitro australiano Shaun Evans, supervisor do VAR acusado de fazer um gesto associado a supremacistas brancos durante a transmissão da goleada da Alemanha por 7 a 1 sobre Curaçao, pela Copa do Mundo. As informações são do O Globo.
Segundo o The Athletic, citado pelo O Globo, a entidade máxima do futebol tem conhecimento da repercussão em torno do caso, mas ainda não se posicionou publicamente. O site também informou que tentou obter uma manifestação de Evans por meio da Fifa, sem resposta até o momento.
O episódio ocorreu quando as câmeras da transmissão exibiram a sala de vídeo durante a partida. Nas imagens, Evans aparece fazendo um gesto com a mão em que o polegar e o indicador se encostam, enquanto os demais dedos permanecem estendidos.
Embora o movimento seja tradicionalmente reconhecido como o sinal de “OK”, ele passou a ser associado, em determinados contextos, a símbolos utilizados por grupos de extrema-direita e supremacistas brancos. A interpretação do gesto como referência a “white power”, expressão traduzida como “poder branco”, ampliou a repercussão internacional do caso.
A polêmica ganhou força porque o sinal já foi relacionado a episódios de grande impacto. Um dos casos citados é o do supremacista branco australiano Brenton Tarrant, que utilizou o gesto em 2019 durante audiência judicial após o ataque a mesquitas na Nova Zelândia, que deixou 50 mortos.
A rede antidiscriminação Fare, sigla para Futebol Contra o Racismo na Europa, também se manifestou sobre o episódio. Em nota, a entidade afirmou que, de acordo com seus especialistas, o gesto “se assemelha claramente a um símbolo de ‘OK’ invertido”, usado como representação de “poder branco” em círculos de extrema-direita.
Até o momento, não houve manifestação pública da Fifa sobre eventual investigação, avaliação disciplinar ou medida relacionada ao caso. Também não há resposta oficial atribuída a Shaun Evans sobre a acusação.
O episódio coloca novamente em evidência o debate sobre símbolos, gestos e manifestações que podem ser interpretados como discriminatórios em eventos esportivos internacionais. A repercussão ocorre em um ambiente de forte vigilância sobre condutas de árbitros, dirigentes, atletas e profissionais envolvidos em competições organizadas pela Fifa.
A ausência de posicionamento oficial mantém o caso em aberto, enquanto a entidade acompanha a repercussão e organizações antidiscriminação cobram atenção para sinais associados a grupos extremistas dentro do futebol.



