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Moagem maior de cana aquece produção de etanol em maio

Moagem maior de cana aquece produção de etanol em maio

Canavial em Jacarezinho, Brasil, em 1º de janeiro de 2019 (Foto: Marcelo Teixeira/Reuters)
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Reuters - A moagem de cana-de-açúcar do centro-sul do Brasil na safra 2026/27 alcançou 42,35 milhões de toneladas na primeira quinzena de maio, alta de 1,4% na comparação com igual período de 2025 (41,78 milhões de toneladas), enquanto a fabricação de etanol saltou mais de 20% e a de açúcar recuou, conforme cálculos da Reuters com base em dados do Ministério da Agricultura atualizados na última sexta-feira.

No acumulado da temporada iniciada em abril, a moagem somou cerca de 105 milhões de toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo período da safra 2025/26, com usinas da principal região produtora do país iniciando a temporada de forma mais precoce em relação ao ano passado, contando com um clima mais seco e produtividades da nova safra mais elevadas.

Os dados do Ministério da Agricultura dão uma ideia do ritmo dos trabalhos até o final da primeira quinzena de maio, enquanto a entidade representativa do setor, a Unica, ainda consolida as informações do período -- conforme a associação de usinas, até o final de abril, a moagem de cana havia avançado 74,58% no comparativo anual.

Segundo números do ministério obtidos a partir das empresas do setor, na primeira quinzena de maio a produção de açúcar somou 2,12 milhões de toneladas, queda de 13,2% ante as 2,44 milhões de toneladas registradas um ano antes, com a indústria destinando mais cana para a produção de etanol, cujos preços têm sido mais remuneradores do que o adoçante.

Já a produção de etanol atingiu 2,14 bilhões de litros na primeira quinzena de maio, avanço de 21,7% sobre o mesmo período comparativo. No acumulado da safra, a produção totalizou 5,56 bilhões de litros, crescimento de 46,7%, com o setor ofertando também mais biocombustível produzido a partir do milho.

A fabricação de açúcar, por sua vez, atingiu 4,62 milhões de toneladas no acumulado da safra até o final da primeira quinzena de maio, alta de 12,3%, com um aumento da moagem de cana mais do que compensando uma menor destinação da matéria-prima para a produção do adoçante.

(Por Roberto Samora; edição de Letícia Fucuchima)

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