Argentina tem nova greve em dia de votação de projetos estratégicos do governo Milei
Paralisação ocorre no dia em que o Congresso debate redução da idade penal e reforma trabalhista
247 - A Argentina registra nesta sexta-feira (27) uma nova greve convocada por sindicatos em meio à discussão, no Congresso, de projetos considerados estratégicos pelo governo do presidente Javier Milei. A mobilização coincide com a análise da proposta que prevê a redução da maioridade penal de 16 para 14 anos e com a votação de mudanças na reforma trabalhista, informa o G1.
Paralelamente à paralisação sindical, trabalhadores da aviação também iniciaram uma greve por melhores salários. A medida deve impactar voos em todo o país ao longo da semana.
O Senado argentino deve se debruçar sobre o projeto que altera a idade mínima para responsabilização penal. A sessão inclui ainda a apreciação das modificações feitas pela Câmara, no último dia 20, no texto da reforma trabalhista. O governo conta com o apoio de uma coalizão no Congresso e trabalha para aprovar as duas matérias antes do discurso de abertura das sessões ordinárias do Legislativo, marcado para domingo (1º).
A expectativa é de que manifestações ocorram em frente ao Congresso, em Buenos Aires.
Diante do cenário de tensão, o Ministério da Segurança da Argentina divulgou orientações à imprensa. Em comunicado, a pasta afirmou: "Com o objetivo de reduzir situações de risco, recomenda-se (à imprensa) evitar posicionar-se entre eventuais focos de violência e o efetivo das forças de segurança destacado para a operação".O texto também advertiu que "Diante de atos de violência, nossas forças agirão", acrescentando que os veículos de comunicação contarão com uma "zona exclusiva" em ruas laterais da praça em frente ao Parlamento.
A mobilização sindical e os protestos previstos reforçam o clima de polarização política no país, enquanto o Congresso debate mudanças sensíveis na legislação penal e trabalhista argentina.


