China defende autonomia de países da América Latina para escolher parceiros
Wang Yi afirma que países latino-americanos têm direito de definir parcerias sem pressão externa
247 - O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, defendeu que os países da América Latina e do Caribe tenham autonomia para definir suas parcerias econômicas e estratégicas sem pressão externa.
A declaração foi feita nesta quarta-feira (27), durante uma reunião de Wang Yi com o chanceler de Trinidad e Tobago, Sean Sobers. O posicionamento chinês ocorre em um contexto de crescente atenção internacional sobre a América Latina e o Caribe, regiões consideradas estratégicas tanto pela China quanto pelos Estados Unidos.
Segundo Wang, os países latino-americanos e caribenhos têm o direito de escolher de maneira independente os parceiros que consideram mais adequados para seus projetos de desenvolvimento. A fala reforça a mensagem de Pequim de que as relações com a região devem ser conduzidas sem interferência de terceiros.
O chanceler chinês afirmou ainda que a China pretende aprofundar a cooperação com Trinidad e Tobago em áreas como comércio, investimentos e intercâmbio cultural. Wang também destacou que Pequim valoriza a posição do país caribenho em defesa do princípio de "uma só China", base da política externa chinesa em relação a Taiwan.
Sean Sobers, por sua vez, afirmou que a maior parte dos países da América Latina e do Caribe apoia a ampliação das relações com a China. O chanceler de Trinidad e Tobago ressaltou que a cooperação regional com Pequim "não será afetada por terceiros".
O representante caribenho também declarou que Trinidad e Tobago considera a China um "bom amigo". Sobers reiterou que seu país reconhece o apoio chinês em temas relacionados à soberania e à segurança nacional.
A presença chinesa na América Latina e no Caribe tem se intensificado nos últimos anos, especialmente por meio de investimentos em infraestrutura, energia, tecnologia e comércio exterior. Esse avanço é acompanhado de perto pelos Estados Unidos, que buscam conter a expansão da influência de Pequim no continente.


