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Claudia Sheinbaum afirma que continuará ajudando Cuba

México mantém apoio à ilha e critica tarifas dos EUA sobre países que exportam petróleo ao país caribenho

Claudia Sheinbaum, presidenta do México (Foto: Presidência do México)

247 - A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, reafirmou nesta terça-feira (17) que seu governo continuará enviando ajuda humanitária a Cuba, em meio às tensões provocadas pela decisão dos Estados Unidos de impor tarifas a países que exportam petróleo à ilha. A declaração foi feita durante sua coletiva regular no Palácio Nacional, na Cidade do México.

Segundo a Prensa Latina, Sheinbaum respondeu a questionamentos sobre a política mexicana em relação a Cuba e reiterou tanto o compromisso com o envio de suprimentos quanto a discordância em relação às medidas adotadas pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Sim, continuaremos enviando ajuda humanitária (a Cuba): alimentos e outros itens solicitados pelo governo cubano e que seu povo necessita”, afirmou a chefe do Executivo mexicano. Ao ser questionada sobre a possibilidade de envio de petróleo bruto, esclareceu que, neste momento, não está previsto o fornecimento de combustível.

Ainda assim, deixou clara sua posição contrária à iniciativa norte-americana. “Deve ficar muito claro que não concordamos com essa imposição de tarifas sobre os países que vendem petróleo para Cuba”, declarou. Em seguida, acrescentou: “É claro que protegemos o povo do México e o nosso país. Já declaramos que não concordamos com a situação e continuamos a ajudar o povo cubano de diversas maneiras. Trata-se de ajuda humanitária”.

Entidades e organizações alertaram que restringir o acesso da ilha ao petróleo pode provocar impactos severos, atingindo setores estratégicos como a geração de energia elétrica, o funcionamento de hospitais, a produção e distribuição de alimentos e o abastecimento de água.

Em nova manifestação sobre o tema, Sheinbaum ressaltou o princípio da soberania nacional. “Acreditamos na autodeterminação dos povos. É o próprio povo cubano que deve decidir como governar. Não deve haver intromissão ou interferência de ninguém”, afirmou. Ela ponderou, no entanto, que “se for solicitado apoio de algum governo, então é possível participar em toda a estrutura diplomática multilateral existente”.

No campo prático, o apoio mexicano já se concretizou com o envio de carregamentos à ilha. Além das ações governamentais, partidos e organizações sociais no México também têm promovido iniciativas de solidariedade. O partido governista Morena, o Coletivo Militante de Solidariedade Va por Cuba e a Associação José Martí de Cubanos Residentes no México organizaram campanhas para arrecadar alimentos destinados à população cubana.

Mobilizações convocadas por grupos da sociedade civil, como o Movimento Mexicano de Solidariedade com Cuba, também reforçaram o apoio à ilha. No México e em outros países, parlamentares, organizações e forças políticas se pronunciaram em defesa de Cuba diante do que classificam como um bloqueio energético dos Estados Unidos, considerado injusto, cruel e anacrônico por seus críticos.

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