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Claudia Sheinbaum reafirma soberania nacional e rejeita interferência estrangeira

"Nenhum poder estrangeiro dirá aos mexicanos como se governar", afirma presidenta

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, fala à imprensa em sua coletiva de imprensa diária, na Cidade do México, México, 30 de março de 2026 (Foto: REUTERS/Quetzalli Nicte-Ha/Foto de arquivo)

247 -  No marco das celebrações do 164º aniversário da Batalha de Puebla, a presidenta Claudia Sheinbaum proferiu um discurso contundente em defesa da autodeterminação do México. Durante o evento oficial realizado nesta terça-feira (5),  Sheinbaum utilizou o simbolismo da vitória de 1862 sobre as tropas francesas para alertar contra tentativas contemporâneas de intervenção e interferência estrangeira nos assuntos do país.

"Nada pode estar acima da soberania e dos interesses do povo mexicano", afirmou categoricamente a mandatária diante de seu gabinete e da cúpula militar. "Nenhuma potência estrangeira vai dizer aos mexicanos como se governar."

O tom da presidenta foi especialmente severo ao se referir aos setores internos que, segundo ela, buscam o apoio de forças externas para desestabilizar o governo. Sheinbaum declarou que aqueles que "aplaudem quando emissoras de televisão estrangeiras falam mal do México" estão "destinados à derrota".

Embora tenha reafirmado uma postura "clara e enérgica" em relação a qualquer governo estrangeiro, a líder mexicana reservou um momento para abordar a complexa relação com os Estados Unidos. Em um aceno diplomático, citou a cooperação histórica entre os ex-presidentes Benito Juárez e Abraham Lincoln como um exemplo positivo de reconhecimento mútuo e respeito à República, mas enfatizou que a base de qualquer diálogo atual deve ser o princípio juarista: "O respeito ao direito alheio é a paz".

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