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Colômbia denuncia entrada de armas vindas do Equador para atacar civis

A relação bilateral entre os países atravessa seu pior momento

Gustavo Petro (Foto: REUTERS/Aris Martinez)

247 - O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou neste domingo (3) que as armas, munições e explosivos utilizados por grupos irregulares na região de Cauca vêm do Equador. O mandatário apontou diretamente a fronteira comum como o ponto de entrada dos artefatos, que causaram numerosas mortes de civis em ataques recentes. As informações são da teleSUR

Essas declarações surgem após um sangrento atentado na Rodovia Panamericana, perto de Cajibío, onde pelo menos 20 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas. O governo colombiano atribui o ataque a dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e ordenou uma investigação aprofundada sobre a origem dos explosivos utilizados no local.

Petro insinuou a existência de conexões entre a organização criminosa “Los Choneros” e setores do poder político no Equador para desviar o debate sobre o narcotráfico. Segundo o chefe de Estado, essas alianças permitiram que o país vizinho elevasse suas taxas de homicídio e se tornasse um ator-chave na exportação de cocaína.

O mandatário também denunciou um suposto sabotagem vinda do Equador contra o programa de erradicação voluntária de cultivos ilícitos e os avanços da “paz total” na Colômbia. Afirmou que a máfia equatoriana busca intensificar o conflito armado para influenciar os resultados das próximas eleições presidenciais, marcadas para 31 de maio.

A relação bilateral atravessa seu pior momento devido a uma guerra comercial impulsionada pelo presidente Daniel Noboa, que elevou as tarifas sobre produtos colombianos em 100%. Quito justifica as medidas alegando falta de firmeza por parte de Bogotá no controle da segurança na fronteira, o que levou à convocação dos embaixadores para consultas.

O presidente Petro reiterou que o assédio militar no sudoeste colombiano faz parte de uma estratégia para beneficiar a oposição de direita por meio do caos. A tensão diplomática entre os dois países continua a aumentar enquanto os órgãos de inteligência tentam confirmar a rota do tráfico de armas denunciada pelo mandatário.

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