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Colômbia reforça fronteira diante de possível êxodo venezuelano

Gustavo Petro anuncia envio de forças de segurança e aciona a ONU diante da escalada de tensão regional após EUA atacarem a Venezuela

Colômbia reforça fronteira diante de possível êxodo venezuelano (Foto: REUTERS/Nathalia Angarita)

247 - O governo da Colômbia iniciou uma mobilização preventiva na fronteira com a Venezuela diante da possibilidade de um aumento expressivo no número de refugiados. A decisão foi anunciada pelo presidente colombiano, Gustavo Petro, após a intensificação das tensões regionais e relatos de ataques dos Estados Unidos ao território venezuelano. Segundo o G1, Petro determinou o envio de forças de segurança para a região fronteiriça com o objetivo de preparar o país para um eventual “fluxo massivo de refugiados” provenientes da Venezuela.

Reforço de segurança na fronteira

A medida foi tomada após uma reunião de segurança nacional realizada durante a madrugada de sábado (3). Em publicação nas redes sociais, o presidente colombiano destacou a gravidade do momento e afirmou que a situação ultrapassa os limites nacionais. “Sem soberania, não há nação”, escreveu Petro, ao comentar os desdobramentos da crise e a necessidade de uma resposta internacional coordenada.

Apelo à ONU e defesa da soberania

Crítico do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, Gustavo Petro afirmou que levará o tema ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. O objetivo, segundo ele, é que o órgão avalie o que classificou como agressão à soberania da Venezuela e da América Latina.

“A República da Colômbia reitera sua convicção de que a paz, o respeito ao direito internacional e a proteção da vida e da dignidade humana devem prevalecer sobre qualquer forma de confronto armado”, afirmou Petro.

Risco humanitário e instabilidade regional

A preparação do governo colombiano ocorre em meio a um cenário de incerteza na região, marcado por relatos de explosões em Caracas e restrições ao tráfego aéreo sobre a Venezuela. Diante desse contexto, a Colômbia busca equilibrar medidas de segurança com a preocupação humanitária, antecipando-se a possíveis impactos diretos sobre sua população e sobre os deslocamentos forçados na fronteira.

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