Colômbia reforça segurança para eleições de domingo
Mais de 12 mil policiais são mobilizados na capital
247 - A Colômbia reforça a segurança para as eleições de domingo com a mobilização de mais de 12 mil policiais em Bogotá, enquanto partidos e analistas de esquerda alertam para possíveis riscos à transparência eleitoral, em meio a denúncias sobre pesquisas irregulares, propaganda digital e alterações em registros de fiscais.
Segundo a Telesur, o secretário de Segurança de Bogotá, César Restrepo, anunciou o destacamento estratégico da Polícia Nacional para preservar a ordem pública durante a votação. As autoridades da capital colombiana afirmam que o objetivo é garantir uma jornada pacífica e convocaram a população a exercer o direito ao voto sem medo.
O esquema de segurança também inclui o reforço da presença policial nas áreas periféricas da cidade. A Prefeitura de Bogotá incorporou 794 novos agentes uniformizados às zonas de patrulhamento urbano, com foco na prevenção de delitos e no acompanhamento das regiões consideradas mais sensíveis do ponto de vista da segurança pública.
As operações de vigilância serão concentradas nas localidades de Kennedy, Suba, San Cristóbal, Bosa e Rafael Uribe. Esses distritos foram priorizados pelas autoridades por apresentarem necessidades consideradas críticas em matéria de convivência e ordem pública durante o período eleitoral.
A preparação ocorre em um ambiente político marcado por tensões. Embora o governo local e as forças de segurança garantam que haverá condições para uma votação tranquila, organizações políticas e analistas de esquerda afirmam que há indícios de violações às normas eleitorais em vigor.
Entre as denúncias está a omissão do Conselho Nacional Eleitoral diante da divulgação de pesquisas consideradas irregulares pela empresa internacional Atlas Intel, que tem sede operacional no Brasil. Os setores denunciantes afirmam que a atuação da companhia deveria ser investigada pelas autoridades eleitorais colombianas.
De acordo com as acusações citadas pela Telesur, redes digitais teriam sido articuladas para manipular algoritmos e favorecer artificialmente a intenção de voto do candidato de extrema direita Abelardo de la Espriella. Porta-vozes de setores populares também cobraram fiscalização imediata sobre possíveis gastos excessivos de propaganda, que, segundo as denúncias, poderiam ultrapassar os limites financeiros permitidos pelo Estado.
Outro ponto de preocupação envolve o registro de fiscais eleitorais ligados a forças progressistas. O ex-magistrado do organismo eleitoral Luis Guillermo Pérez denunciou uma suposta sabotagem no cadastro de representantes indicados para acompanhar a votação.
Segundo as informações divulgadas, listas oficiais teriam revelado que centenas de cidadãos inscritos pela coalizão Pacto Histórico foram transferidos de forma irregular para os registros de controle do partido Centro Democrático, ligado ao uribismo. A alteração, segundo os denunciantes, poderia impedir que delegados da esquerda supervisionem a apuração nas mesas eleitorais no dia da votação.
Diante do quadro, comitês de base exigiram uma auditoria urgente dos sistemas de identificação antes do fim do prazo legal para o registro definitivo dos fiscais. A preocupação central é evitar que falhas ou alterações indevidas comprometam a fiscalização do processo eleitoral.
As tensões também se estendem aos consulados colombianos no exterior. Segundo a Telesur, há denúncias de campanhas de propaganda promovidas por setores conservadores em locais de votação fora do país, o que ampliou a pressão sobre as instituições eleitorais.
Comissões do Congresso cobraram posicionamentos claros para restabelecer a confiança pública na transparência da apuração preliminar dos votos. A exigência ocorre em meio a um cenário no qual a segurança física dos locais de votação e a integridade dos sistemas eleitorais aparecem como temas centrais da disputa política colombiana.



