Iván Cepeda mira vitória no primeiro turno na Colômbia
Candidato do Pacto Histórico defende programa contra pobreza, fome e desigualdade antes das eleições colombianas de 31 de maio
247 - O senador Iván Cepeda, candidato à presidência da Colômbia pelo Pacto Histórico, afirmou que pretende vencer ainda no primeiro turno as eleições marcadas para 31 de maio, defendendo um programa voltado ao combate à pobreza, à fome, ao desemprego e à desigualdade social. As informações são da Telesur.
Em ato realizado em Bogotá, Cepeda, que integra o mesmo campo político do presidente Gustavo Petro, apresentou a reta final de sua campanha como uma mobilização nacional em torno de um projeto de inclusão social e desenvolvimento. Segundo a Telesur, o candidato realizou seu último evento público na capital colombiana antes da votação, com encerramento de campanha previsto para domingo em Barranquilla.
“Nosso programa é para construir oportunidades e prosperidade para toda a nação, busca eliminar a pobreza, superar a desigualdade social, acabar com a fome e o desemprego”, declarou Cepeda durante o ato.
O candidato foi recebido por apoiadores com gritos de “Iván, amigo, o povo está contigo”, em uma manifestação de apoio à campanha do Pacto Histórico. Nas redes sociais, Cepeda agradeceu a presença dos participantes e reforçou a expectativa de vitória nas urnas.
Ao fazer um balanço da campanha, Cepeda afirmou ter participado de 117 eventos públicos em diferentes regiões da Colômbia. Segundo ele, as atividades reuniram mais de 650 mil pessoas em praças, avenidas, cidades e municípios do país.
No discurso intitulado “Para o bem de todos, primeiro os pobres”, Cepeda direcionou críticas ao ex-presidente Álvaro Uribe, que governou a Colômbia entre 2002 e 2010. O candidato afirmou que Uribe representa “a justificativa para os piores crimes que foram perpetrados nas últimas décadas na Colômbia”.
Cepeda também voltou a mencionar um ato realizado em 19 de maio, em Popayán, quando afirmou que a senadora Paloma Valencia, sua família e Uribe deveriam pedir desculpas “aos povos indígenas, às comunidades afrodescendentes e ao campesinato colombiano”.
Na reta final da campanha, o candidato reivindicou a “Aliança pela Vida”, definida por ele como uma coalizão formada por “progressistas, liberais e reformistas de todo o espectro político”. De acordo com o texto original, Cepeda aparece à frente nas pesquisas de intenção de voto, seguido pelo advogado Abelardo de la Espriella, identificado como de extrema direita, e pela senadora Paloma Valencia, do Centro Democrático.
A candidata à vice-presidência na chapa, Aída Quilcué, integrante do povo indígena Nasa, destacou a presença de setores historicamente excluídos na composição política da campanha.
“Obrigada por me indicarem como candidata à vice-presidência para representar os povos indígenas, étnicos, negros e camponeses, os jovens, as mulheres, a comunidade LGBTQIA+, a comunidade de pessoas com deficiência e os idosos”, declarou Quilcué.
O ato também contou com a presença de vítimas do conflito armado colombiano, incluindo representantes do Mafapo e do Movice. Entre as figuras políticas presentes estava o ex-presidente Ernesto Samper, que defendeu apoio à chapa formada por Cepeda e Quilcué.
“Venho na minha condição de ex-presidente liberal para pedir a todos os liberais da Colômbia que votem em Iván Cepeda e Aída Quilcué porque queremos paz e não guerra; que os programas sociais continuem”, afirmou Samper.
Com a aproximação da votação de 31 de maio, a campanha do Pacto Histórico busca consolidar a vantagem atribuída a Cepeda nas pesquisas e transformar os atos de mobilização em apoio eleitoral. O encerramento previsto em Barranquilla deve marcar o último grande gesto público da chapa antes das eleições presidenciais colombianas.



