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Iván Cepeda denuncia pressão de grupos armados em eleições na Colômbia

Senador e candidato à presidência cobra investigação rigorosa sobre grupos armados que tentam interferir no voto de eleitores colombianos

Iván Cepeda (Foto: Divulgação (Senado colombiano))
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247 - O senador colombiano e candidato à Presidência Iván Cepeda Castro voltou a denunciar a atuação de grupos armados em diferentes regiões da Colômbia, acusados de pressionar comunidades e tentar influenciar o voto nas eleições presidenciais marcadas para 31 de maio. O candidato defendeu a apuração dos casos e a punição dos responsáveis, em meio a preocupações sobre a segurança do processo eleitoral.

As informações são da teleSUR. Segundo a reportagem, Cepeda reiterou na quinta-feira (14) suas acusações sobre a presença de grupos armados em território colombiano e afirmou que tais práticas ameaçam a liberdade do voto e a legitimidade da disputa eleitoral.

Por meio de suas redes sociais, o candidato condenou a coerção contra eleitores e negou qualquer vínculo de sua campanha ou de forças políticas aliadas com esse tipo de prática.

“Condeno categoricamente e veementemente qualquer tipo de pressão sobre os eleitores. Nem o Pacto Histórico, nem as forças da Aliança pela Vida, nem minha campanha, nem eu, na minha condição de candidato à presidência, aceitamos esse tipo de ação. Os responsáveis devem ser investigados e punidos com todo o rigor da lei”, afirmou Cepeda.

A denúncia foi apresentada inicialmente em 5 de maio, quando o senador pediu que fossem identificados os responsáveis por pressões ilegais sobre comunidades e eleitores. Para Cepeda, a investigação deve garantir que a população possa participar das eleições sem ameaças, intimidação ou interferência de grupos armados.

O candidato também destacou a necessidade de preservar a autonomia do voto e a confiança nos resultados eleitorais. A disputa presidencial colombiana terá 13 candidatos no primeiro turno, previsto para 31 de maio.

De acordo com a teleSUR, Cepeda aparece à frente nas intenções de voto no primeiro turno, seguido por Abelardo De la Espriella, identificado como candidato da extrema direita, e Paloma Valencia, da direita.

A preocupação com a integridade do processo eleitoral ocorre em um contexto de aumento da violência no sul do país. Diante da situação, o governo colombiano mobilizou uma operação militar com o objetivo de evitar novos ataques e conter ações de grupos armados ilegais.

A reportagem também menciona investigações recentes dos veículos Señal Colombia e Revista Raya sobre o chamado Projeto Júpiter, descrito como um plano multimilionário da direita para manipular as eleições presidenciais. Segundo essas apurações, a operação política teria o objetivo de ampliar o medo, a indignação e a incerteza entre os colombianos no período anterior à votação.

Com a aproximação do pleito, as denúncias de Cepeda reforçam o debate sobre segurança eleitoral, pressão sobre comunidades e o papel das autoridades colombianas na garantia de uma votação livre de coerção.

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