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Cuba denuncia pressão dos EUA para interromper cooperação médica com outros países

Chancelaria cubana denuncia chantagem que afeta programas de saúde e populações vulneráveis na América Latina

Médicos cubanos (Foto: REUTERS/Daniele Mascolo)

247 - A diplomacia cubana voltou a criticar a postura dos Estados Unidos em relação às missões médicas internacionais da ilha, classificando as ações de Washington como uma tentativa de desmantelar programas de cooperação que atendem populações vulneráveis em diversos países da América Latina e Caribe.

De acordo com informações divulgadas pela agência Prensa Latina, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou em publicação na rede X que há uma estratégia de “pressão cruel e chantagem vinda do Salão Oval” com o objetivo de enfraquecer iniciativas humanitárias criadas por Cuba e por Fidel Castro.

Críticas à política dos EUA

Rodríguez alertou que a ofensiva norte-americana busca não apenas comprometer o caráter solidário das missões médicas, mas também atingir a economia cubana. Segundo ele, trata-se de uma ação em que “pretendem não apenas minar o programa humanista e solidário criado por Cuba e Fidel Castro, mas também continuar cortando as fontes de renda da economia da maior das Antilhas”.

O chanceler também destacou os impactos sociais da medida, afirmando que a pressão externa “pune os povos e comunidades mais desfavorecidos da região, que recebem atendimento médico cubano há décadas”.

Em sua declaração, Rodríguez questionou ainda as promessas feitas pelos Estados Unidos aos países que rompem os acordos com Cuba, ao afirmar que, “em troca, prometem recursos que sabemos que nunca chegarão nem beneficiarão essas populações”.

Impacto nos acordos regionais

A denúncia ocorre em meio a uma série de decisões recentes de países da região que optaram por encerrar ou revisar acordos de cooperação médica com Havana.

No dia 4 de março, o governo da Jamaica anunciou a rescisão unilateral do acordo de saúde com Cuba. Segundo dados oficiais, o programa havia permitido o atendimento de mais de 8,1 milhões de pacientes e contribuído para salvar cerca de 90 mil vidas.

Situação semelhante foi registrada em Honduras, onde os profissionais da Brigada Médica Cubana retornaram após o término do acordo por decisão das autoridades de Tegucigalpa. No país centro-americano, os médicos cubanos atuavam em 17 dos 18 departamentos, realizando mais de 30 milhões de consultas e aproximadamente 900 mil cirurgias.

A Guatemala também informou que promoverá a retirada gradual dos profissionais cubanos que atuavam principalmente em áreas rurais desde 1998.

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