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Cuba não negocia com os Estados Unidos, afirma presidente

Mais cedo, Trump deu a entender que poderiam estar em curso negociações com Cuba

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, durante evento econômico em Minsk, Belarus - 26/06/2025 (Foto: Sputnik/Sergey Bobylev )

247 – Cuba não está negociando com os Estados Unidos, afirmou nesta segunda-feira (12) o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel Bermúdez. Segundo ele, Havana mantém contato com Washington apenas em questões relacionadas à migração. Em uma de suas últimas publicações nas redes sociais no domingo (11), o presidente dos EUA, Donald Trump, deu a entender que poderiam estar em curso negociações com Cuba, embora não tenha apresentado qualquer informação comprobatória, e essas declarações também não foram confirmadas por Havana.

“Não há negociações com o governo dos EUA, além de contatos técnicos na área de migração”, declarou o presidente cubano em uma publicação na rede social X. "Existem acordos bilaterais de migração em vigor que Cuba cumpre escrupulosamente. Como a história demonstra, para que as relações entre os EUA e Cuba avancem, elas devem ser baseadas no direito internacional, e não em hostilidade, ameaças e coerção econômica", acrescentou. 

Mais cedo, Trump disse que Cuba deixará de receber petróleo venezuelano como compensação por serviços de segurança. Trump também disse que Cuba vinha sobrevivendo há anos com grandes quantidades de petróleo e recursos financeiros provenientes da Venezuela, acrescentando que essa prática chegaria ao fim. O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, anunciou na última quarta-feira uma forte pressão sobre Cuba após as agressões militares do governo Trump contra a Venezuela. Na última quinta-feira, Trump ameaçou e disse que Washington não tinha mais opções para pressionar Cuba além de uma invasão e bombardeios. 

Sentar-se à mesa de negociações, com base no respeito mútuo e em condições de igualdade, tem sido uma conduta habitual do governo cubano em todas as ocasiões em que se intensificou a confrontação com as administrações dos EUA. As declarações de Trump vieram a público após a ampla repercussão internacional das falas do presidente Díaz-Canel: “Ninguém nos dita o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos”; e do chanceler Bruno Rodríguez: “O direito e a justiça estão do lado de Cuba”, em resposta à ameaça direta formulada pelo presidente dos EUA. 

(Com informações da Alma Plus). 

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