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Cuba recebe diretor da CIA em Havana e rejeita acusação de terrorismo

Governo cubano afirma que encontro com John Ratcliffe buscou ampliar o diálogo político e demonstrar que a ilha não ameaça os EUA

Cuba recebe diretor da CIA (Foto: Prensa Latina )
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247 - O governo cubano informou que recebeu em Havana uma delegação dos Estados Unidos chefiada pelo diretor da CIA, John Ratcliffe, em uma reunião voltada a ampliar o diálogo político e demonstrar que Cuba não representa ameaça à segurança nacional norte-americana, informa o jornal Granma.

Segundo o comunicado publicado pelo Granma, a visita foi aprovada pela Direção da Revolução após pedido apresentado pelo governo dos EUA. A reunião ocorreu na quinta-feira (14), entre a delegação norte-americana e representantes do Ministério do Interior de Cuba, em meio a um cenário de relações bilaterais complexo.

De acordo com o governo cubano, o encontro teve como objetivo contribuir para o diálogo político entre as duas nações e integrar os esforços para lidar com o atual contexto das relações entre Havana e Washington.

As autoridades cubanas afirmaram que os elementos apresentados durante a reunião, assim como a troca de informações com a delegação dos EUA, demonstraram de forma categórica que Cuba não constitui ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos.

O comunicado também sustenta que não existem razões legítimas para manter Cuba na lista de países apontados por Washington como supostos patrocinadores do terrorismo. Para Havana, a reunião permitiu reafirmar a posição histórica do país contra esse tipo de ação.

Durante o encontro, foi destacada a coerência entre a postura histórica de Cuba e a atuação de seu governo e de suas autoridades competentes no enfrentamento e na condenação inequívoca ao terrorismo em todas as suas formas e manifestações.

O governo cubano afirmou ainda que a ilha não abriga, não apoia, não financia nem permite a atuação de organizações terroristas ou extremistas em seu território. O comunicado também nega a existência de bases militares ou de inteligência estrangeiras no país.

Havana acrescentou que Cuba nunca apoiou qualquer atividade hostil contra os Estados Unidos e que não permitirá que seu território seja usado para ações contra outra nação.

A reunião também evidenciou, segundo o governo cubano, o interesse de ambas as partes em desenvolver a cooperação bilateral entre órgãos policiais e de segurança. O objetivo, conforme o comunicado, é contribuir para a segurança dos dois países, além da segurança regional e internacional.

O encontro em Havana ocorre em um momento de tensões persistentes nas relações entre Cuba e Estados Unidos, especialmente em torno da inclusão da ilha na lista norte-americana de países acusados de patrocinar o terrorismo. O comunicado cubano reforça que essa classificação não encontra respaldo nos elementos apresentados durante a reunião com a delegação dos EUA.

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