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Decreto presidencial endurece regras migratórias na Argentina e gera críticas de organizações

Nova norma limita acesso de estrangeiros à saúde e educação públicas e impõe exigências mais rígidas para residência e cidadania

Manifestantes entram em confronto com agentes da gendarmaria argentina durante o protesto semanal de aposentados contra as políticas de austeridade do presidente argentino Javier Milei, em frente ao Congresso Nacional, em Buenos Aires, Argentina, em 21 de maio de 2025 (Foto: REUTERS/Francisco Loureiro)

247 - O Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) 366/2025, publicado na última quinta-feira (29), altera significativamente a política migratória argentina, afetando o acesso de estrangeiros a serviços públicos e à cidadania.

Segundo informações do portal InfoColectividades, organizações de migrantes denunciam que a medida restringe direitos garantidos pela Constituição Nacional, baseando-se em dados incorretos e promovendo estigmas.

Entre as mudanças, destaca-se a exigência de seguro de saúde para estrangeiros não residentes permanentes, que também poderão ser cobrados por universidades públicas. O decreto estabelece novas categorias migratórias e endurece os critérios para obtenção de residência e cidadania, incluindo a necessidade de comprovação de investimentos significativos.

Organizações como a Red Nacional de Líderes Migrantes en Argentina afirmam que "migrar é um direito" e que a defesa desse direito é uma responsabilidade coletiva. A entidade alerta que as novas disposições e a narrativa que as acompanha geram inquietação na comunidade migrante.

O governo justifica as alterações como necessárias para adaptar a legislação a um contexto migratório global "mais complexo" e "reforçar a segurança pública". No entanto, críticos apontam que as medidas representam um retrocesso nos direitos dos migrantes e podem violar princípios constitucionais e tratados internacionais dos quais a Argentina é signatária.

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