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Detentor do Nobel da Paz, Pérez Esquivel pede à ONU comissão para investigar sequestro de Maduro e Cilia Flores

O ativista argentino enviou carta ao Secretário-Geral das Nações Unidas

Adolfo Pérez Esquivel (Foto: José Cruz/ Agência Brasil)

247 - O presidente honorário do Serviço de Paz e Justiça da Argentina (SERPAJ), Adolfo Pérez Esquivel, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1980, enviou uma carta ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, solicitando providências urgentes diante do sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da primeira-dama Cilia Flores. No documento, o ativista argentino pede a criação de uma comissão internacional para averiguar as condições de detenção do casal após um ataque militar contra o país sul-americano.

A informação foi divulgada pela Telesur, que detalha o conteúdo da carta encaminhada ao chefe da ONU e o contexto político e diplomático que envolve o caso. 

Na comunicação oficial dirigida a Guterres, Pérez Esquivel afirma: “Esta carta visa solicitar que a ONU, por meio do Conselho de Direitos Humanos, forme uma Comissão para viajar aos EUA a fim de verificar as condições de detenção e tratamento do Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, que foram sequestrados por grupos paramilitares que bombardearam e assassinaram cem guardas presidenciais, violando a soberania daquele país sob ordens do Presidente dos EUA, Donald Trump”.

O ativista ressalta o caráter urgente da medida e invoca fundamentos humanitários e legais para a atuação do organismo internacional. “Por razões humanitárias e legais, é urgente enviar uma Comissão de Direitos Humanos para garantir as condições físicas e psicológicas do presidente Maduro e de sua esposa, que estão sendo mantidos em cativeiro na Venezuela”, declarou o Nobel da Paz, conforme reproduzido no texto divulgado.

Ao final da carta, Pérez Esquivel faz um apelo humanitário e diplomático, enviando ao secretário-geral das Nações Unidas “uma saudação fraterna de Paz e Bondade, que o mundo tanto necessita, assolado por guerras, conflitos armados, problemas ambientais e pela fome que aflige grande parte da humanidade”. Na mesma mensagem, acrescenta: “Agradeço antecipadamente e desejo-lhe muita força e esperança na construção da Paz que os povos tanto precisam”.

O pedido do ativista argentino se insere em um contexto de intensa mobilização popular na Venezuela após o ataque militar e o sequestro realizado por forças militares dos Estados Unidos. Segundo a teleSUR, manifestações em defesa de Nicolás Maduro e de Cilia Flores têm se multiplicado em diversas regiões do país, reforçando a ideia de que a defesa do presidente e da primeira-dama está diretamente ligada à preservação da soberania nacional e da vontade popular expressa nas urnas.

As ações de solidariedade ultrapassaram as fronteiras venezuelanas. Cidades da América Latina, da Europa e da Ásia também registraram protestos que denunciam a violação da soberania da Venezuela e de seus direitos humanos, apontando responsabilidade direta da administração de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Os manifestantes exigem o retorno imediato do líder bolivariano e de sua esposa, além de uma resposta firme da comunidade internacional.

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