EUA avaliam novas acusações contra autoridades venezuelanas
Governo Trump sinaliza que poderá tomar novas decisões judiciais contra líderes venezuelanos
247 - O governo dos Estados Unidos avalia a possibilidade de apresentar novas acusações contra autoridades venezuelanas, após o sequestro de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, ocorrido no sábado (3). A sinalização foi feita por um alto funcionário da Casa Branca, que indicou que eventuais decisões futuras poderão levar em conta o grau de cooperação dessas autoridades com Washington.
Segundo a CNN Brasil, além de Maduro e de sua esposa, a acusação formal apresentada no fim de semana incluiu outras quatro pessoas, entre elas o filho do líder venezuelano e um suposto chefe da organização criminosa Tren de Aragua, que permanecem na Venezuela.Em entrevista à CNN, o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, afirmou que novas medidas não estão descartadas. “Pode haver indivíduos fugitivos da justiça americana que poderiam fazer parte da conversa futura”, disse Miller ao âncora Jake Tapper, na segunda-feira (5).Segundo o assessor, a postura dos acusados poderá ser determinante para os próximos passos do governo norte-americano. “Para aqueles que podem ser acusados, a melhor decisão que podem tomar é fazer parte de um processo construtivo de tomada de decisão para o futuro da Venezuela”, afirmou. Em outro momento, reforçou: “A melhor decisão que podem tomar é cooperar total e completamente com os Estados Unidos para fazer parte da construção de um futuro melhor para a Venezuela durante este período provisório”.
As acusações apresentadas agora retomam os mesmos quatro crimes listados em uma denúncia anterior, revelada em Nova York em 2020: narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e conspiração criminosa. A principal diferença, segundo o Departamento de Justiça dos EUA, está na lista de réus, que foi ampliada para incluir Cilia Flores e Nicolás Maduro Guerra, filho do dirigente venezuelano.
Na nova denúncia, o governo Trump sustenta que Maduro e aliados teriam transformado instituições da Venezuela em estruturas marcadas por corrupção associada ao narcotráfico. De acordo com o documento, essa prática teria como objetivo beneficiar autoridades e seus familiares, ao mesmo tempo em que favoreceria grupos criminosos envolvidos na produção e no envio de grandes quantidades de cocaína aos Estados Unidos.
O texto oficial, com 25 páginas, descreve um suposto esquema que envolveria Nicolás Maduro, sua esposa, seu filho, dois funcionários do governo venezuelano e um líder do Tren de Aragua, organização classificada pelo governo norte-americano como grupo terrorista estrangeiro. As acusações seguem agora sob análise das autoridades judiciais dos Estados Unidos, enquanto o cenário político e diplomático em torno da Venezuela permanece em evolução.



