Assessor da Casa Branca diz que EUA impõem controle militar sobre Venezuela
Stephen Miller diz que presença militar e pressão econômica garantem controle dos EUA
247 - O assessor da Casa Branca Stephen Miller afirmou, na segunda-feira (5), que os Estados Unidos exercem controle direto sobre a Venezuela em razão da presença de forças militares americanas posicionadas ao largo da costa do país e do uso de pressão econômica como instrumento político.
Segundo Miller, a simples presença militar dos Estados Unidos garante a Washington a capacidade de impor regras à nova liderança venezuelana. “Por definição, estamos no comando, porque temos as forças armadas dos Estados Unidos posicionadas fora do país”, disse Miller em entrevista à CNN. “Nós estabelecemos os termos e condições", completou.
Pressão militar e econômica
Segundo o assessor, o controle exercido pelos Estados Unidos vai além do campo militar e se estende à economia venezuelana, usada como mecanismo de coerção política. Miller afirmou que integrantes do governo venezuelano ofereceram garantias privadas de que atenderiam às exigências impostas pela administração do presidente Donald Trump.
“Como resultado, oficiais venezuelanos ofereceram garantias privadas deixando claro que irão cumprir os termos, exigências, condições e requisitos dos Estados Unidos”, declarou.
Controle sobre comércio e economia
O assessor detalhou que a capacidade de a Venezuela realizar comércio internacional e administrar sua economia depende da autorização americana. "Para eles fazerem comércio, eles precisam da nossa permissão. Para eles poderem administrar uma economia, eles precisam da nossa permissão”, afirmou. “Portanto, os Estados Unidos estão no comando.”
Rejeição à liderança da oposição
Miller também descartou pedidos para que os Estados Unidos instalem a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, como presidente do país.Ele argumentou que a medida seria politicamente inviável, pois não teria reconhecimento das Forças Armadas venezuelanas.
“Seria absurdo e ridículo nós a trazermos repentinamente para o país e colocá-la no comando”, afirmou. As declarações reforçam a posição da Casa Branca de manter pressão política, econômica e militar sobre a Venezuela como forma de influenciar os rumos do país.



