EUA deslocam porta-aviões para o Caribe e ampliam tensão com Cuba
Havana teme intervenção militar após envio do USS Nimitz ao Caribe
247 - A chegada de um porta-aviões dos Estados Unidos ao Caribe elevou a tensão diplomática e militar envolvendo Cuba, em meio ao agravamento das relações entre Washington e Havana. Segundo a CNN Brasil, o Comando Sul das Forças Armadas dos EUA informou que o grupo de ataque enviado à região inclui o porta-aviões USS Nimitz, o grupo aéreo embarcado CVW-17, o destróier USS Gridley e o navio de abastecimento USNS Patuxent.
USS Nimitz chega ao Caribe em meio à escalada militar
“O porta-aviões USS Nimitz, o grupo aéreo embarcado CVW-17, o USS Gridley e o USNS Patuxent são o epítome de prontidão e presença, alcance e letalidade incomparáveis e vantagem estratégica”, afirmou o Comando Sul nas redes sociais.
Os militares dos EUA também ressaltaram o histórico de operações do navio em diferentes regiões do planeta. “O USS Nimitz provou sua capacidade de combate em todo o mundo, garantindo a estabilidade e defendendo a democracia do Estreito de Taiwan ao Golfo Pérsico”, acrescentou o Comando Sul.
O USS Nimitz é um dos principais porta-aviões da Marinha norte-americana e possui capacidade para transportar mais de 60 aeronaves de combate. A embarcação também conta com avançados sistemas de armamento, inteligência, comunicação e comando militar.
Acusações contra Raúl Castro ampliam tensão regional
A movimentação militar ocorre no mesmo dia em que o governo do presidente Donald Trump anunciou acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro. Autoridades cubanas interpretam as acusações como uma possível preparação para uma intervenção militar dos Estados Unidos.
O clima de tensão aumentou ainda mais após o sequestro captura do líder venezuelano Nicolás Maduro por forças estadunidenses em janeiro deste ano. Maduro havia sido acusado anteriormente pelo governo dos EUA antes da operação militar que resultou em sua transferência para território americano.
Cuba reage e alerta para “banho de sangue”
Diante do avanço da pressão de Washington, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou nesta semana que Havana está preparada para reagir a qualquer ofensiva externa. “Cuba tem o direito absoluto e legítimo de se defender contra um ataque militar”, declarou Díaz-Canel na segunda-feira (18).
O presidente cubano também advertiu sobre as consequências de uma eventual ação armada dos Estados Unidos. “Tal ataque causaria um banho de sangue com consequências incalculáveis”, afirmou.



