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EUA mantêm política de sanções contra Cuba, apesar de exceções pontuais

Casa Branca reafirma medidas contra a ilha, mas admite flexibilizações caso a caso

Bandeiras de Cuba e EUA durante cerimônia de reabertura da embaixada cubana em Washington. 20/07/2015 REUTERS/Chip Somodevilla/Pool (Foto: Paulo Emílio)

247 - A Casa Branca reafirmou que a política dos Estados Unidos em relação a Cuba permanece inalterada, mesmo diante de declarações recentes que indicam possíveis flexibilizações pontuais. O governo norte-americano sustenta as sanções, mas admite avaliar exceções caso a caso, especialmente no envio de petróleo à ilha caribenha.

De acordo com informações divulgadas pela agência Prensa Latina, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou durante coletiva que Washington continuará aplicando suas restrições marítimas. 

“Continuamos reservando o direito de apreender embarcações, se legalmente permitido, que se dirigem a Cuba e que violam a política de sanções dos EUA”, afirmou. Ela acrescentou que “o presidente e o governo também se reservam o direito de isentar dessas apreensões, dependendo de cada caso específico”.

Questionada por jornalistas sobre a possibilidade de novos petroleiros russos chegarem a Cuba, Leavitt evitou dar uma resposta direta. “Não, não foi isso que eu disse”, declarou, reiterando que “cada caso será avaliado individualmente” antes de encerrar o tema.

As declarações ocorrem em meio à chegada de um navio-tanque russo ao país caribenho. 

No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou que não pretende impedir esse tipo de envio. A bordo do Air Force One, ele afirmou: “Temos um petroleiro lá fora. Não nos importamos que alguém leve uma carga de petróleo, porque eles precisam sobreviver”. Em seguida, reforçou: “Se um país quiser enviar petróleo para Cuba agora, não tenho problema nenhum com isso”.

Trump também destacou que não se opõe à participação de países como a Rússia nesse processo. “Prefiro deixar ir, seja a Rússia ou outro país”, disse, acrescentando que “as pessoas precisam de aquecimento — Cuba é um país tropical —, refrigeração e todas as outras coisas necessárias”.

Ao ser questionado sobre possíveis benefícios indiretos ao presidente russo Vladimir Putin, o mandatário norte-americano minimizou a questão: “Se ele quiser fazer isso, e se outros países também quiserem, isso não me incomoda nem um pouco”.

Apesar dessas declarações, a política oficial segue baseada por medidas mais duras adotadas anteriormente. Em 29 de janeiro, Trump assinou uma ordem executiva declarando “estado de emergência nacional” em relação a Cuba, alegando que o país representaria uma “ameaça incomum e extraordinária” aos Estados Unidos. Com base nesse decreto, Washington anunciou tarifas contra nações que forneçam petróleo à ilha, além de ameaçar medidas coercitivas contra governos que descumpram a determinação.

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